
Cidade da Praia, 28 Fev (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal da Praia considerou que o Governo está muito “desatento” quanto às iniciativas municipais para o Ilhéu de Santa Maria (Djéu) sublinhando que a autarquia já apresentou um projecto para esse espaço.
Francisco Carvalho que foi questionado sobre o concurso público de ideias para a valorização sustentável do Ilhéu de Santa Maria, na cidade da Praia, lançado pelo Governo, afirmou que a câmara vai aguardar pelo resultado do procedimento, mas manifestou estranheza quanto à iniciativa.
"Acho que o Governo está muito desatento, porque a Câmara Municipal da Praia apresentou um projecto para lá, tem um projecto para o Djéu, mas o Governo está muito desatento em relação a aquilo que Câmara Municipal de Praia está a fazer, o que é normal quando temos um primeiro-ministro que diz que a Praia não faz parte de Cabo Verde”, referiu.
Segundo afirmou, o projecto foi apresentado numa sessão pública e amplamente divulgada, sendo do conhecimento de todos, incluindo do próprio executivo liderado por Ulisses Correia e Silva.
Para Francisco Carvalho, o Governo está distraído e não está a par das iniciativas implementadas pela autarquia.
O Governo lançou um concurso público de ideias para a valorização sustentável do Ilhéu de Santa Maria, Djéu, na cidade da Praia.
O diploma, publicado no Boletim Oficial de 24 de Fevereiro, impede qualquer forma de privatização ou impactos ambientais irreversíveis e aponta para financiamento futuro através do Orçamento do Estado, cooperação internacional e possíveis parcerias público-privadas.
O projecto de investimento teve origem num memorando de entendimento assinado em Fevereiro de 2014 entre o Estado de Cabo Verde e o empresário chinês David Chow, com o objectivo de desenvolver um projecto turístico-imobiliário na baía da cidade da Praia, abrangendo o Ilhéu de Santa Maria e a Praia da Gamboa.
O Projecto Turístico Integrado do Ilhéu de Santa Maria e Gamboa, que deveria ser concluído num período de três anos, era um investimento orçado em 250 milhões de dólares e cobria uma área de aproximadamente 153 mil metros quadrados.
O mesmo contemplava edificações, infra-estruturas e equipamentos de acesso, circulação, alojamento e funcionalidade do resort destinado ao turismo urbano de luxo e casino, sendo que abrangia todo o ilhéu de Santa Maria, uma parcela da praia da Gamboa à frente do ilhéu e o espaço marítimo entre o ilhéu e a costa.
AV/HF
Inforpress/Fim
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