
Cidade da Praia, 21 Jan (Inforpress) - A deputada do Movimento para a Democracia (MpD-poder), Isa Miranda, defendeu hoje, no parlamento, que o Governo tem implementado políticas fiscais eficazes, focadas na inclusão social e na competitividade das empresas.
A intervenção ocorreu durante o debate sobre “Políticas fiscais e o seu impacto no crescimento económico de Cabo Verde”, tema proposto pela União Cabo-verdiana, Independente e Democrática (UCID-oposição) para a última sessão plenária de Janeiro.
Segundo a parlamentar, houve uma “mudança profunda” na condução da política fiscal desde 2016, assente na responsabilidade orçamental e na eficiência da despesa pública.
Argumentou que o país apresenta hoje um défice público controlado e uma gestão prudente da dívida, contrastando com o cenário herdado em 2016, que classificou de “despesa descontrolada e confiança externa fragilizada”.
Isa Miranda recordou também que o Governo atravessou um “caminho exigente”, marcado por choques externos severos como a pandemia, crise energética, inflação global, mas que mesmo assim produziu resultados “concretos, mensuráveis e reconhecidos” tanto a nível nacional quanto a nível internacional.
Segundo a parlamentar, o impacto da política fiscal e crescimento económico “vai muito além dos números”, argumentando que está nas escolas cantinas, nos transportes escolares, na formação profissional, nas bolsas de estudo, nas residências universitárias, nas evacuações médicas, nas taxas moderadoras e na habitação social.
Continuou, está ainda na bonificação dos juros, na protecção das ilhas com mercado diminuto, nas estradas, nos portos, na mobilização de água, na protecção civil e nas respostas às crises climáticas e muito mais.
No capítulo da competitividade, a parlamentar destacou a redução do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRPC) de 25% para 20%, com o objectivo de atingir os 15% até 2031.
De acordo com os dados apresentados, entre 2017 e 2023, o número de empresas activas no país cresceu 83%, demonstrando um ambiente de negócios “mais saudável, confiante e actrativo”.
“Sem aumentar a carga fiscal, o Governo conseguiu duplicar as receitas totais do Estado, passando de 44 mil milhões de escudos em 2016 para uma previsão de 92 mil milhões em 2025”, apontou Isa Miranda, realçando que Cabo Verde já financia mais de 80% do seu Orçamento do Estado com recursos próprios.
Para a maioria que sustenta o Governo, estes indicadores traduzem “soberania, responsabilidade e confiança” na gestão das contas públicas do país.
DG/CP
Inforpress/Fim
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