
Espargos, 20 Jan (Inforpress) – O antigo governante e figura histórica da política cabo-verdiana Basílio Ramos defendeu hoje, no Sal, que o Dia dos Heróis Nacionais deve ser celebrado com respeito, reflexão, como momento de balanço do percurso do país e dos desafios existentes.
As declarações foram feitas à margem de uma ‘conversa aberta’ realizada na sede do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), nos Espargos, enquadrada nas comemorações do Dia dos Heróis Nacionais.
Segundo Basílio Ramos, a data não deve limitar-se à homenagem simbólica, mas servir também para uma reflexão profunda sobre “o que foi feito e o que ainda falta fazer” para concretizar o sonho de um país desenvolvido, idealizado pelos heróis nacionais.
“O dever de honrar a memória dos heróis cabe a todos os cabo-verdianos, não apenas aos militantes partidários”, sublinhou, acrescentando que esse tributo passa pelo trabalho diário em prol de um Cabo Verde melhor, capaz de oferecer dignidade e oportunidades aos seus cidadãos.
Questionado sobre os principais desafios do país, Basílio Ramos destacou a necessidade de construção de consensos nacionais, defendendo a redução da crispação política que, segundo afirmou, tem levado à desvalorização de datas nacionais em função de conotações partidárias.
“São datas dos cabo-verdianos e todos temos o dever de fazer o esforço necessário para que sejam celebradas com dignidade, reforçando o sentimento de pertença, a unidade e os consensos indispensáveis para construirmos um Cabo Verde melhor para todos”, afirmou.
No plano partidário, Basílio Ramos explicou que a mensagem transmitida aos militantes do PAICV incidiu na importância de respeitar e celebrar todas as datas nacionais, mas também de reflectir sobre o papel de cada cidadão na construção do país.
Entre os desafios apontados, destacou a necessidade de combater a pobreza, reduzir as desigualdades regionais e criar condições para que as pessoas possam viver com dignidade.
“O essencial é perceber o que cabe a cada um de nós fazer, individual e coletivamente, em memória dos heróis e em prol de um Cabo Verde mais justo e inclusivo”, concluiu.
O encontro serviu igualmente para apelar à unidade, ao reforço dos consensos nacionais e à reflexão sobre o contributo de cada cidadão na construção de um “Cabo Verde mais justo e inclusivo”.
NA/CP
Inforpress/Fim
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