
Cidade da Praia, 15 Jan (Inforpress) – O presidente da UCID, João Santos Luís, anunciou hoje, na cidade da Praia, que indicou ao Presidente da República a data de 24 de Maio para as legislativas de 2026, propondo 08 e 22 de Novembro para presidenciais.
As afirmações foram feitas à imprensa após uma audiência realizada por via remota, (Zoom), com o Presidente da República, José Maria Neves, que se encontra em missão oficial enquanto chefe de Estado à ilha de São Vicente.
O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) explicou que o partido analisou as datas legalmente previstas e optou por indicar o penúltimo domingo do mês de Maio.
“Ponderámos as datas que a lei permite, nomeadamente 19 de Abril a 19 de Junho, e indicamos a data de 24 de Maio”, disse.
Segundo João Santos Luís, a proposta teve igualmente em consideração a existência de outras actividades de carácter nacional e internacional, bem como os constrangimentos ainda registados no sector dos transportes.
“Infelizmente, ainda no país há muitos constrangimentos em termos de transporte aéreo e marítimo, e em qualquer eleição há muita mobilidade entre as ilhas”, sublinhou.
No que concerne às eleições presidenciais, a UCID indicou a realização da primeira volta a 08 de Novembro e uma eventual segunda volta a 22 do mesmo mês.
O dirigente esclareceu ainda que o Presidente da República não apresentou qualquer data concreta, limitando-se a ouvir as propostas do partido, conforme a prática político-constitucional.
Aquele responsável avançou ainda que os preparativos da UCID para as eleições legislativas estão em curso e que o partido pretende concorrer em todos os 13 círculos eleitorais, incluindo a diáspora, mantendo o histórico de participação de 2016 e 2021.
O líder da UCID reiterou a ambição do partido de disputar o poder político e apelou a um voto consciente em 2026, defendendo maior equilíbrio de poder e o combate às desigualdades sociais ainda existentes no país.
Santos Luís assegurou, por fim, que a UCID está preparada para assumir responsabilidades governativas e destacou a abertura do partido à sociedade civil, aos académicos e aos independentes, caso venha a merecer a confiança do povo cabo-verdiano.
KF/SR/JMV
Inforpress/Fim
Partilhar