MpD denuncia “profunda degradação” das infraestruturas desportivas na Praia

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MpD denuncia “profunda degradação” das infraestruturas desportivas na Praia
14/01/26 - 01:27 pm

Cidade da Praia, 14 Jan (Inforpress) - O deputado Luís Carlos Silva, do MpD (partido no poder), denunciou hoje a "situação crítica" das infraestruturas desportivas na capital cabo-verdiana, responsabilizando a Câmara Municipal da Praia pela falta de manutenção.

Em declarações aos jornalistas após uma visita dos deputados ao Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ) e a vários recintos desportivos, o parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD) alertou para uma "degradação generalizada" que afecta campos relvados, placas desportivas e parques de fitness.

"Qualquer uma das infraestruturas que possamos visitar no Fundo de Cobom, Tira Chapéu, Calabaceira, Vila Nova ou Ponta d’Água apresenta a mesma realidade: profunda degradação", afirmou o deputado, sublinhando que o município contava anteriormente com um programa que dotou a cidade de 17 campos relvados e 34 placas desportivas.

Segundo Luís Carlos Silva, o actual projecto de infraestruturação foi descontinuado e não existe uma "agenda de manutenção", o que qualificou como um "total falhanço" e uma gestão "errática" por parte da autarquia praiense (gerida pelo PAICV, oposição a nível nacional).

O deputado apontou o Estádio da Várzea como um exemplo emblemático do abandono, referindo que a infraestrutura se encontra em risco de derrocada e com o projecto de reconstrução num estado de incerteza.

A crítica estendeu-se à gestão de eventos, com o parlamentar a elogiar o IDJ pela organização da Corrida da Liberdade (comemorativa do 13 de Janeiro), após o cancelamento do evento pela Câmara Municipal.

"Depois do 'apagão' da Corrida da Liberdade anunciado pela Câmara, coube à IDJ organizar o evento num curto espaço de tempo", referiu, criticando ainda o cancelamento da Corrida dos Heróis Nacionais por parte da edilidade.

Para o deputado, estas decisões demonstram a “falta de uma linha condutora” da câmara e um padrão de acções que prejudicam os valores da liberdade e da data histórica do 13 de Janeiro.

“Mais do que uma questão financeira, existem valores e momentos que o povo tem que se unir. A Corrida da Liberdade tinha e continua a ter a função de unir e celebrar um momento grande de Cabo Verde”, referiu.

TC/CP

Inforpress/Fim

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