
Cidade da Praia, 19 Dez (Inforpress) – A Fundação Calouste Gulbenkian vai investir cerca de 900 mil euros (99,2 mil contos), ao longo dos próximos três anos, para apoiar projectos de investigação clínica em Cabo Verde e Moçambique, anunciou hoje a instituição.
Em comunicado, a Fundação Gulbenkian informou que os projectos abrangem as áreas de saúde como infecções bacterianas, resistência aos antibióticos, diagnóstico de doenças hematológicas graves e diagnóstico precoce de insuficiência cardíaca.
O financiamento, inserido no concurso “Mais Investigação”, destina-se a investigadores dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
Em Cabo Verde, segundo a instituição com sede em Lisboa, o apoio será canalizado para dois projectos sediados no Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN), na Praia.
Um deles, o “Prepara-m.CV”, liderado pela investigadora Isabel Araújo, da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), visa optimizar a prescrição de antibióticos na pediatria através de diagnósticos rápidos, combatendo a crescente resistência bacteriana.
O segundo projecto, designado “HemaPro-CV” e coordenado por Pamela Borges, foca-se na criação de uma plataforma de diagnóstico molecular para cancros do sangue, como leucemias e linfomas, permitindo terapias mais rápidas e direcionadas.
De acordo com a Gulbenkian, a iniciativa pretende "reforçar a qualidade e a equidade na prestação de cuidados de saúde", integrando os cientistas destes países em redes globais de conhecimento e capacitando as instituições locais.
Além das duas investigadoras cabo-verdianas, três investigadores de Moçambique vão ser também apoiados pela Fundação Gulbenkian.
DG/CP
Inforpress/Fim
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