
Cidade da Praia, 08 Jan (Inforpress) - O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID-oposição) considerou hoje que 2025 não será um ano fácil para os cabo-verdianos tendo em conta “a forma” como as políticas vêm sendo conduzidas pelo actual Governo.
João Santos Luís, que falava à imprensa, manifestou esta preocupação à saída do encontro de apresentação dos cumprimentos de Ano Novo ao Presidente da República, José Maria Neves.
Segundo o líder dos democratas cristãos nesse encontro conversaram sobre quase tudo o que diz respeito ao país, nomeadamente sobre o ano 2025, em que o Presidente da República, conforme referiu, também comunga da mesma opinião de que “não será um ano fácil” para os cabo-verdianos.
Enumerando os problemas em vários sectores, desde saúde, educação, segurança, justiça, a mesma fonte disse, entretanto, que o sector económico é ainda “mais grave”, estribado nas queixas de empresários, tanto do sector privado nacional, como também dos emigrantes na diáspora, sobre a carga fiscal, a política de investimento, a qual considera “inimiga para os empresários”, entre outras inquietações.
“O país podia estar a crescer a um ritmo melhor, mas não foram criadas as almofadas que permitissem este crescimento. Temos tido um crescimento anémico no país e há condições, de facto, internamente, para reduzirmos as pressões externas a que o país tem sido submetido. É só trabalhar um pouco mais e conseguir isto”, considerou.
Ao fazer essa leitura, analisando que Cabo Verde tem tido governos de maioria absoluta, João Santos Luís entende que esse facto impele os governantes a fazerem “orelhas moucas” às propostas da oposição.
“Este ano é um ano pré-eleitoral, queremos crer que os cabo-verdianos estão atentos, não vão novamente apostar em maiorias absolutas e qualificadas. A UCID está cá, e interessada em dar o seu contributo para o desenvolvimento do país. Vamos trabalhar nesse sentido e queremos crer que uma forma de reverter essa situação é apostar no equilíbrio político-nacional para que as coisas possam funcionar bem”, sublinhou.
“Não tem havido diálogo do Governo com os restantes actores políticos. Já é tempo de trabalharmos todos para que haja mais diálogo, mais oportunidades para que o país possa crescer e desenvolver da forma que sirva melhor os cabo-verdianos”, concluiu.
Sobre o caso Amadeu Oliveira, João Santos Luís disse que o Presidente da República se mostrou sensível a esta matéria e que “tudo irá fazer” juntamente do Governo, no âmbito do indulto que se dá todos os anos, pelo que está esperançado na soltura do deputado e advogado que está na prisão “injustamente”.
“Acusado de um crime que não praticou, que não existe, e nunca existiu em Cabo Verde”, finalizou.
SC/JMV
Inforpress/Fim
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