INGT propõe políticas públicas integradas para responder aos desafios do crescimento urbano em Cabo Verde

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INGT propõe políticas públicas integradas para responder aos desafios do crescimento urbano em Cabo Verde
30/10/26 - 12:37 pm

Cidade da Praia, 30 Out (Inforpress) – A presidente do conselho directivo do INGT, Jeiza Barbosa, sugeriu hoje, na Praia, a adopção de políticas públicas integradas para garantir cidades mais inclusivas, sustentáveis, resilientes e competitivas, face ao crescimento da população urbana em Cabo Verde.

Jeiza Barbosa falava na abertura do Fórum Nacional das Cidades e do Urbanismo 2026, promovido pelo Ministério das Infraestruturas, Habitação e Ordenamento do Território (MIHOT), através do Instituto Nacional de Gestão do Território (INGT), no âmbito das comemorações do Dia Mundial das Cidades, assinalado a 31 de Outubro, e do Dia Mundial do Urbanismo, celebrado a 08 de Novembro.

A responsável destacou que a urbanização trouxe oportunidades para o desenvolvimento económico, social e territorial de Cabo Verde, mas também desafios significativos nos domínios do ordenamento do território, da ocupação do solo, da habitação, da mobilidade, do saneamento, da drenagem urbana, da gestão de riscos, da resiliência climática e da qualidade dos espaços públicos.

Segundo Jeiza Barbosa, dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que cerca de 71% da população cabo-verdiana vive actualmente em áreas urbanas, uma tendência que poderá atingir os 73% em 2030.

Para a presidente do INGT, esta realidade exige respostas articuladas e políticas públicas capazes de acompanhar o crescimento das cidades, assegurando uma gestão eficiente do território e melhores condições de vida para a população.

Jeiza Barbosa considerou que as cidades devem ser encaradas como catalisadores do desenvolvimento nacional, por concentrarem população, serviços, infraestruturas, oportunidades económicas e investimentos públicos e privados.

Entretanto, alertou para a persistência de constrangimentos estruturais, nomeadamente o crescimento urbano acelerado, a pressão sobre o solo, a urbanização informal, as dificuldades de mobilidade e acessibilidade, as insuficiências nas infraestruturas de drenagem e saneamento e a vulnerabilidade às alterações climáticas.

A responsável apontou ainda a necessidade de melhorar os mecanismos de financiamento dos projectos urbanos e de modernizar o quadro legal e institucional do sector.

Sob o lema “Cidades Planeadas, Sustentáveis e Resilientes”, o Fórum Nacional das Cidades e do Urbanismo 2026 pretende promover um debate nacional de alto nível sobre o futuro das cidades cabo-verdianas, reforçando a articulação entre o planeamento urbano, o ordenamento do território, a requalificação urbana, a sustentabilidade, a resiliência e o desenvolvimento económico e social.

A iniciativa visa igualmente colocar o desenvolvimento urbano e o ordenamento do território no centro das prioridades do desenvolvimento de Cabo Verde.

Jeiza Barbosa manifestou a expectativa de que o encontro resulte em recomendações estratégicas e no alinhamento de uma agenda nacional para cidades sustentáveis, resilientes e consolidadas, reforçando a articulação entre o Governo central, os municípios, a sociedade civil e o sector privado.

DG/JMV

Inforpress/Fim

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