Movimento Pan-africano anuncia manifestação na Praia em solidariedade com povo da Guiné-Bissau

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Movimento Pan-africano anuncia manifestação na Praia em solidariedade com povo da Guiné-Bissau
23/10/26 - 02:36 pm

Cidade da Praia, 23 Out (Inforpress) - O movimento pan-africano  anunciou hoje a realização, no sábado, na Praia, de uma manifestação de solidariedade com o povo da Guiné-Bissau, para exigir a libertação de presos políticos, o restabelecimento da ordem constitucional e transparência na mediação da CEDEAO.

A iniciativa integra uma mobilização internacional, com manifestações previstas também em Dakar, capital do Senegal, Lisboa e outras cidades, com o objectivo de reunir, no mesmo dia, diferentes acções em torno da crise política guineense.

Em declarações à imprensa, após a entrega do memorando à Embaixada do Senegal, a representante do grupo, Inês Moussa Sambu, disse que a mobilização pretende pressionar o Senegal, enquanto mediador da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) na crise da Guiné-Bissau, a assumir uma posição mais clara sobre a situação política naquele país.

“O povo da Guiné-Bissau precisa de mais esclarecimento, porque não vimos nenhuma posição clara do Senegal como mediador do assunto da Guiné-Bissau”, afirmou.

A representante manifestou preocupação com a situação dos presos políticos e referiu que, numa ocasião anterior, o Presidente senegalês deslocou-se à Guiné-Bissau no contexto de esforços para a libertação de detidos, mas, segundo disse, o grupo não identificou resultados concretos dessa intervenção.

Inês Moussa Sambu questionou igualmente a actuação da CEDEAO na resolução das crises políticas nos países membros, considerando que a organização deve demonstrar maior clareza na defesa da democracia.

A porta-voz criticou ainda a situação das liberdades na Guiné-Bissau, alegando que os cidadãos enfrentam limitações para expressar as suas opiniões e que os jornalistas não dispõem de liberdade suficiente para exercer a sua actividade.

“Queremos um Estado democrático, onde o povo é que tem voz, porque o povo é que manda”, precisou, defendendo o restabelecimento da ordem constitucional e a criação de condições para que a população possa viver em paz e beneficiar de serviços essenciais, como educação e saúde.

Quanto aos próximos passos, a representante disse que, caso o Senegal não consiga contribuir para uma solução da crise, o grupo defende que a mediação seja transferida para outro país.

Após a manifestação, o movimento tem a intenção de continuar a trabalhar no âmbito de uma frente única, reunindo iniciativas de solidariedade com a Guiné-Bissau, e avaliar outras medidas a desenvolver.

A mobilização surge na sequência da entrega de um memorando à Embaixada do Senegal, na cidade da Praia, com reivindicações relacionadas com a mediação da crise política guineense.

KF/ZS

Inforpress/Fim

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