Porto Novo: Autarquia trabalha para “rapidamente” operacionalizar mercado de peixe fechado há quatro anos – autarca

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Porto Novo: Autarquia trabalha para “rapidamente” operacionalizar mercado de peixe fechado há quatro anos – autarca
01/10/26 - 06:37 pm

Porto Novo, 01 Out (Inforpress) – A edil porto-novense, Elisa Pinheiro, tranquilizou hoje os operadores de pesca, garantido que a equipa camarária está a criar as condições para operacionalizar “rapidamente” o mercado de peixe de Covoada, na cidade do Porto Novo.

A autarca, que falava à imprensa, responsabilizou a anterior gestão camarária e a associação de pescadores e peixeiras do Porto Novo pelo facto de o mercado continuar fechado, quatro anos após sua construção. 

A presidente da câmara municipal reconheceu que se trata de “um bom projecto” mas, a seu ver, não foram acautelados alguns aspectos que levaram os operadores, designadamente as peixeiras, a recusarem ocupar a infra-estrutura, inaugurada em Setembro de 2022.

Além do problema de localização, as peixeiras levantam uma outra questão que tem que ver com o facto de o mercado, embora esteja bem equipado, não dispor de cobertura, ficando as bancas expostas ao sol.

“O projecto é bom mas faltam alguns reajustes a nível de cobertura e das bancas. Estamos a trabalhar no sentido de introduzir as melhorias de que o mercado precisa para a sua operacionalização”, avançou a mesma fonte.

 

 

Disse acreditar que essas melhorias vão ser introduzidas para que “padidamente o mercado possa começar a funcionar”.

O mercado de peixe, que custou mais de 20 mil contos, montante co-financiado pela cooperação luxemburguesa e pelo Ministério do Mar, continua de portas fechadas, com as peixeiras a utilizarem as ruas desta urbe para vender o pescado.

O presidente da Associação dos Pescadores e Peixeiras do Porto Novo, Atlermiro Neves, lamentou, quarta-feira, que o mercado, “insistentemente reinvindicado, ao longo de dos anos”, pelos operadores de pesca, continue até agora de portas fechadas, enquanto as peixeiras permanecem nas ruas.

Para este responsável, não é normal que “uma infra-estruturas desta dimensão, bem localizada, com equipamentos modernos, não tenha sido operacionalizado, quatro anos após inauguração". 

Para o líder dos pescadores, faltam medidas e coragem às autoridades competentes para pôr o mercado a funcionar, manifestando “disponibilidade total” para colaborar com a autarquia na abertura do mercado.

Este é já o segundo mercado construído na cidade do Porto Novo recusado pelas peixeiras, alegando problemas de localização.

Nos princípios dos anos 90, foi construído um primeiro mercado de peixe nesta urbe, situado próxima à praia piscatória de Quitinha, em Abufadouro, que também não foi ocupado pelas peixeiras, preferindo vender o pescado nas ruas.

JM/JMV

Inforpress/Fim

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