
Cidade da Praia, 01 Out (Inforpress) – O artesão cabo-verdiano Beto Diogo, vai representar Cabo Verde na oitava Feira Tricontinental de Artesanía, em Tenerife, Espanha, tendo considerado a iniciativa uma oportunidade de intercâmbio, aprendizagem e promoção do artesanato cabo-verdiano.
Em declarações exclusivas à Inforpress, Beto Diogo explicou que esta será a terceira participação de Cabo Verde no certame e a sua segunda participação pessoal, depois de ter representado o país na primeira edição, em 2014, enquanto que em 2018 Cabo Verde esteve presente através de uma comitiva.
Segundo o profissional, a feira reúne mais de 200 artesãos e constitui uma oportunidade para conhecer outras experiências e acompanhar a dinâmica do sector do artesanato em diferentes países.
“É muito bom, é muito intensivo, porque Canárias é um país que dá muita atenção na questão do artesanato”, considerou, acrescentando que a participação permite adquirir novas experiências, sobretudo pela dinâmica existente nas Canárias, onde, segundo explicou, existem feiras permanentes em todas as ilhas.
Beto Diogo adiantou que levará para a feira uma diversidade de sandálias e peças feitas com diferentes tipos de panos, realçando que os produtos artesanais cabo-verdianos têm sido bem acolhidos pelos participantes.
“Os materiais que levo de Cabo Verde eles acolhem sempre com boa gratidão, por lembrarem que é uma obra feita à mão”, disse.
Para o artesão, a Feira Tricontinental de Artesanía representa também uma oportunidade para conhecer diferentes técnicas e materiais utilizados no sector, que, conforme explicou, abrange várias áreas, entre as quais a cestaria, pedra, metal e couro.
Além da exposição e comercialização dos produtos, o certame conta com oficinas e demonstrações de trabalhos artesanais ao longo dos dias, permitindo aos participantes acompanhar diferentes formas de produção.
A participação de Beto Diogo acontece de 24 de Outubro a dois de Novembro, estando previsto, após o regresso a Cabo Verde, o envolvimento na preparação para a Feira de Artesanato e Design de Cabo Verde (URDI), prevista para decorrer de 25 a 29 de Novembro, no Mindelo.
Sobre os desafios do sector, Beto Diogo considerou que actualmente existe um mercado de fornecedores de materiais que permite aos artesãos trabalhar, mas defendeu a necessidade de apostar na criatividade para garantir a qualidade e a diversidade dos produtos.
“É preciso ter criatividade, porque o que vende é diversidade e qualidade de produto”, corroborou, adiantando ainda que a participação cabo-verdiana na feira poderá contar com a presença do director de Cultura, com o objectivo de estabelecer contactos durante o evento.
LT/ZS
Inforpress/Fim
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