
Cidade da Praia, 04 Set (Inforpress) – O pré-candidato às presidenciais de 2026 Manuel de Pina anunciou hoje que decidirá até 14 de Setembro se mantém ou retira a candidatura, em função da posição da nova d
“Depois dos novos órgãos vamos decidir qual é o novo cenário. Daqui até ao dia 14 deste mês vamos decidir definitivamente se vamos para frente ou para trás”, afirmou Manuel de Pina, em conferência de imprensa realizada hoje à tarde, na Cidade Velha, para prestar esclarecimentos sobre a posição do MpD.
A decisão, explicou, estará condicionada ao posicionamento da nova Direcção Nacional do Movimento para a Democracia (MpD), que será eleita domingo, 06, relativamente ao apoio à sua candidatura.
Manuel de Pina garantiu que, caso não conte com o apoio do MpD, retirará a candidatura e não avançará para as eleições presidenciais de 2026, embora reconheça que uma candidatura presidencial é suprapartidária e que a liberdade de escolha dos eleitores contribui para o reforço da democracia.
“Não vamos, por uma razão muito simples, por causa da responsabilidade dos resultados que pode vir a ter se não houver um resultado favorável”, justificou.
Segundo o pré-candidato, caso a nova Direcção Nacional decida manter a posição da anterior, caberá aos novos dirigentes assumir essa decisão.
“A nossa contribuição estamos a dar para Cabo Verde e para a democracia e o MpD enquadra-se dentro do perfil da democracia e o MpD é o primeiro a ganhar”, afirmou.
Manuel de Pina adiantou ainda que poderá voltar a candidatar-se em 2031/2032, altura em que pretende estar desvinculado da militância partidária e concorrer sem o apoio de qualquer partido, mantendo o propósito de contribuir para o desenvolvimento do país.
“Desenvolver a democracia é fundamental para desenvolver Cabo Verde”, salientou, lembrando que esta matéria integra a sua plataforma política.
Para Manuel de Pina, a Direcção Nacional do MpD tem legitimidade para decidir quem apoiar na corrida presidencial.
“O que não pode, nem deve, é, de forma apressada – convocando uma reunião extraordinária às vésperas das eleições internas – escolher novos órgãos do partido para avaliar perfis dos candidatos e decidir o apoio sem conhecer verdadeiramente o perfil de cada um”, afirmou.
A esse propósito, acrescentou que a mesma comissão recusou a apresentação dos pré-candidatos durante uma das suas reuniões.
Manuel de Pina considerou ainda que existem “dois grupos de políticos”: os que entram na política para, com “entrega total”, dar o seu contributo, e os que entram para obter benefícios da actividade política, que classificou, recorrendo a uma expressão popular, como aqueles que entram para “sacar”.
“Estou, seguramente, no primeiro grupo e só este grupo deve, moralmente, comparar o meu perfil. Socialmente e analisando os potenciais candidatos, o meu perfil é irrepreensível”, afirmou.
O pré-candidato garantiu, entretanto, que continuará a preparar a candidatura enquanto aguarda pela decisão dos novos órgãos nacionais do MpD.
DG/JMV
Inforpress/Fim
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