
Santa Cruz, 28 Jul (Inforpress) – O Presidente da República afirmou hoje que Santa Cruz evidencia uma dinâmica positiva de desenvolvimento, mas defendeu respostas para os desafios da mobilidade dos jovens e um maior envolvimento da diáspora no crescimento do município.
José Maria Neves falava no final de uma visita de trabalho integrada na agenda de proximidade da Presidência da República, que incluiu encontros com autoridades locais, representantes da sociedade civil, emigrantes e visitas a projectos de desenvolvimento comunitário.
Questionado sobre os objectivos da deslocação, o chefe de Estado afirmou que o Presidente da República deve manter contacto permanente com as populações, tanto no país como na diáspora, para conhecer de perto a realidade dos diferentes territórios.
"O Presidente tem de estar presente em todas as ilhas, nos municípios e na diáspora", afirmou, acrescentando que esta proximidade permite acompanhar o desenvolvimento das comunidades, identificar desafios e apoiar, no âmbito das competências presidenciais, o progresso dos municípios.
No balanço da visita, José Maria Neves disse ter encontrado "uma boa dinâmica de desenvolvimento", destacando a cooperação descentralizada entre Santa Cruz e municípios portugueses, bem como os projectos de requalificação em curso, nomeadamente na localidade de Achada Igreja.
Segundo o Presidente da República, o município dispõe de uma visão de desenvolvimento e de uma forte vontade das autoridades locais em promover um crescimento inclusivo.
Apesar dos avanços, apontou a mobilidade dos jovens como um dos principais desafios, defendendo que a circulação entre ilhas e para o exterior deve ser encarada como uma oportunidade para impulsionar o desenvolvimento dos diferentes territórios.
"A mobilidade não deve ser impedida. O importante é canalizar essa circulação para o crescimento das diferentes ilhas e comunidades", sustentou.
Sobre o encontro com emigrantes, José Maria Neves referiu que foram abordadas questões relacionadas com os transportes e os serviços aduaneiros, reconhecendo que a alfândega continua a constituir uma preocupação para a diáspora.
Ainda assim, manifestou confiança na eliminação gradual de algumas barreiras, permitindo um acesso mais célere aos serviços, tanto para os emigrantes como para os residentes e as empresas nacionais.
DV/JMV
Inforpress/fim
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