Santiago Norte: Agricultores admitem reduzir áreas de cultivo devido à escassez de mão-de-obra e incerteza das chuvas

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Santiago Norte: Agricultores admitem reduzir áreas de cultivo devido à escassez de mão-de-obra e incerteza das chuvas
07/06/26 - 02:51 pm

Assomada, 07 Jun (Inforpress) – Agricultores de Santiago Norte preveem reduzir as áreas de cultivo na próxima campanha agrícola devido à escassez de mão-de-obra e à incerteza quanto ao comportamento das chuvas, apesar dos preparativos para a sementeira já estarem em curso.

Em declarações à Inforpress, agricultores de diferentes localidades da região manifestaram cautela relativamente aos investimentos a realizar este ano, apontando prejuízos acumulados devido a fatores que têm condicionado a atividade agrícola nos últimos anos.

Entre as principais preocupações destacam a dificuldade em encontrar trabalhadores para as várias fases da produção agrícola, desde a preparação dos terrenos até à colheita, bem como a irregularidade das chuvas.

Os agricultores Tony Moreira e Jorge Barbosa recordaram que, apesar de a campanha agrícola de 2025 ter registado precipitações consideradas satisfatórias em várias zonas, a chuva continua a ser imprevisível, podendo ocorrer tardiamente ou em quantidades insuficientes para assegurar o desenvolvimento das culturas.

Por sua vez, Alcinda Varela referiu que, em muitos casos, as sementes são lançadas à terra após as primeiras chuvas, mas a falta de precipitação nos dias seguintes compromete o crescimento das plantas, provocando perdas significativas.

A agricultora apontou ainda os prejuízos causados por pragas e animais, nomeadamente galinhas-do-mato, conhecidas localmente por “peladas”, e macacos, que atacam frequentemente as plantações.

Outro dos constrangimentos apontados por Adriano Vaz prende-se com a falta de mão-de-obra durante a colheita.

Segundo explicou, mesmo quando a produção é relativamente abundante, nem sempre existem trabalhadores suficientes para recolher os produtos agrícolas no momento adequado, situação que pode resultar em perdas consideráveis.

Perante este cenário, os agricultores afirmaram que vão optar por cultivar parcelas menores nesta campanha, numa estratégia de redução de riscos.

Apesar das dificuldades, mantêm a expectativa de uma boa época agrícola e aguardam a chegada de chuvas regulares para avançar com a sementeira de culturas tradicionais, como milho e feijão.

DV/JMV

Inforpress/Fim

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