
Cidade da Praia, 05 Jun (Inforpress) – A cidade da Praia recebe de 17 a 19 deste mês a segunda edição do Festival Internacional de Fado em Cabo Verde, que regressa ao país com concertos, conferências e exibição de documentário dedicados a este género musical português.
De acordo com o organizador do evento, Frederico Carmo, o festival nasceu em 2011, quando percebeu-se que não havia nenhum festival dedicado a este género musical.
“Começámos em Madrid, em 2011, e desde então temos vindo a crescer para várias cidades e vários destinos e já estamos actualmente em 21 cidades no mundo inteiro”, continuou, explicando que todos os anos aborda um tema diferente, este ano o tema é “O Fado e os Bairros”.
“Em Cabo Verde iniciámos pela primeira vez o ano passado, fizemos a primeira edição, que correu bastante bem. Estamos muito satisfeitos por estar em Cabo Verde, até pela ligação que existe entre os nossos dois países”, disse.
A programação tem como principal destaque a actuação da cantora e compositora portuguesa Beatriz Felício, marcada para o dia 18, no Auditório Nacional Jorge Barbosa.
A artista, considerada uma das novas promessas da música portuguesa, apresentará pela primeira vez em Cabo Verde o seu álbum de estreia, intitulado “Beatriz Felício”, lançado em 2024 com a edição do Museu do Fado.
Com apenas 25 anos, Beatriz Felício já participou em diversos eventos de relevo e partilhou palco com artistas de renome, tendo igualmente actuado em vários países.
Além do concerto da fadista, o festival inclui a exibição do documentário “Do Bairro”, realizado por Diogo Varela Silva, agendada para o dia 17, no Centro Cultural Português da Praia.
O programa contempla ainda o concerto/conferência “O Fado e os Bairros”, apresentado pelo fadista Rodrigo Costa Félix, no dia 19, igualmente no Centro Cultural Português.
Segundo a organização, a edição deste ano integra a programação internacional do Festival de Fado, considerado a maior mostra deste género musical português a nível mundial.
Para Frederico Carmo, o Fado e a Morna têm em comum o facto de serem duas canções de um povo, canções identitárias e que existe ligação profunda das raízes de um país a serem transmitidas através da música, no caso do fado em Portugal e no caso da morna em Cabo Verde.
Depois de espetáculos no país, vão estar ainda na China com o festival, em Xangai, em Pequim, bem como em 11 cidades no continente da América Latina, Marrocos, e estar em Sevilha, Espanha.
LT/ZS
Inforpress/Fim
Partilhar