
Assomada, 02 Jun (Inforpress) – A equipa de luta antivectorial da Delegacia de Saúde de Santa Catarina iniciou hoje, em Mato Sanches, a campanha de pulverização nas zonas consideradas de risco, apelando à população para eliminar criadouros de mosquitos e prevenir doenças.
O responsável pela Saúde Pública da Delegacia de Saúde de Santa Catarina, José Maria Carvalho, explicou que a intervenção enquadra-se nas acções regulares de combate aos mosquitos transmissores de doenças como o paludismo, dengue e zika, sobretudo nesta fase que antecede a época das chuvas.
Em declarações à Inforpress, aquele responsável indicou que a campanha arrancou em Mato Sanches por se tratar de uma das localidades consideradas de maior risco, tendo já registado situações relacionadas com doenças transmitidas por vectores.
Segundo a mesma fonte, os trabalhos serão posteriormente alargados a Achada Leite e Charco, comunidades igualmente identificadas como prioritárias para as acções de prevenção e controlo da população de mosquitos.
José Maria Carvalho destacou que uma das maiores preocupações da equipa continua a ser o armazenamento inadequado de água nas residências, situação que favorece a reprodução dos insectos e aumenta o risco de propagação de doenças.
“Encontramos frequentemente recipientes com água parada, bidões e reservatórios que não estão devidamente tapados. Muitas vezes são utilizados para o armazenamento de água destinada ao consumo doméstico ou à agricultura e acabam por se transformar em criadouros de mosquitos”, alertou.
Perante esta realidade, explicou que a sensibilização da população tem sido uma componente “fundamental” do trabalho desenvolvido pela equipa de luta antivectorial, através de acções permanentes de Informação, Educação e Comunicação (IEC) realizadas nas comunidades.
Aquele responsável sublinhou que os agentes mantêm um contacto próximo com os moradores e que a receptividade às campanhas tem sido positiva, facilitando a realização das intervenções porta-a-porta em diferentes localidades do concelho.
Além das visitas domiciliárias, a equipa promove igualmente actividades de sensibilização junto das escolas e das crianças, procurando reforçar os conhecimentos sobre as doenças transmitidas por mosquitos, os seus sintomas e as medidas preventivas que devem ser adoptadas.
José Maria Carvalho defendeu que o combate aos vectores depende não apenas do trabalho dos profissionais de saúde, mas também da participação activa da população, através da eliminação de recipientes com água parada e da manutenção adequada dos reservatórios de água.
Neste sentido, apelou aos moradores para colaborarem com os agentes no terreno e adoptarem comportamentos preventivos capazes de reduzir os locais de reprodução dos mosquitos.
“O nosso objectivo é evitar surtos de doenças em Santa Catarina. Para isso, é fundamental que cada pessoa faça a sua parte, eliminando possíveis criadouros e ajudando a proteger a saúde da comunidade”, concluiu.
MC/ZS
Inforpress/Fim
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