Brava: ICCA sensibiliza estudantes da Escola Eugénio Tavares para riscos da gravidez na adolescência

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Brava: ICCA sensibiliza estudantes da Escola Eugénio Tavares para riscos da gravidez na adolescência
27/05/26 - 09:50 pm

Nova Sintra, 27 Mai (Inforpress) – O Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) promoveu hoje, na Escola Secundária Eugénio Tavares, uma acção de sensibilização sobre gravidez na adolescência, visando alertar os jovens para os riscos físicos e psicológicos associados.

A psicóloga responsável do ICCA na Brava, Rosana Sousa, afirmou à Inforpress que pais, encarregados de educação, sociedade civil e comunidade educativa devem manter-se atentos na protecção de crianças e adolescentes.

Segundo a responsável, escolas, jardins infantis e outras instituições de protecção desempenham um papel importante na identificação e acompanhamento de situações de risco envolvendo menores.

Rosana Sousa explicou que a actividade pretendeu sensibilizar os jovens para as consequências da gravidez precoce, bem como informar sobre os direitos das vítimas em casos de violência sexual.

“Em muitos casos, a adolescente acaba por enfrentar uma gravidez precoce decorrente dessas situações e, por isso, necessita de orientação, aconselhamento, protecção e apoio, tanto da comunidade como das instituições”, afirmou.

A psicóloga destacou ainda a participação dos estudantes durante a conversa aberta, defendendo o reforço das acções de sensibilização sobre o tema.

Relativamente ao abuso sexual de menores na Brava, Rosana Sousa disse que o ICCA tem trabalhado em articulação com o Ministério Público e outras entidades nacionais na sensibilização da população, através de acompanhamento psicológico, orientação e apoio às famílias.

“Infelizmente continuam a existir situações desta natureza, mas o ICCA está sempre presente para fazer o seu trabalho”, acrescentou.

A estudante Sabrina Andrade, do 10.º ano, que afirmou ter vivido uma gravidez precoce, considerou a palestra importante para alertar os jovens.

“Por causa disso acabei por abandonar a escola e neste momento era para eu estar na universidade. Hoje tenho o meu filho e a minha vida mudou completamente”, relatou.

A estudante apelou aos colegas para ouvirem os conselhos dos mais velhos e valorizarem as mensagens transmitidas durante a actividade.

DM/JMV

Inforpress/Fim

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