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X aniversário de Cidade Velha a Património Mundial: Valorização do sítio histórico é um desígnio nacional – Abraão Vicente

Cidade da Praia, 26 Jun (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, defendeu que a valorização do sítio histórico de Cidade Velha é um “desígnio nacional” e um compromisso incontornável para com as futuras gerações.

Na sua mensagem alusiva à comemoração do X aniversário de Cidade Velha a Património Mundial da Humanidade, que se assinala hoje, Abraão Vicente, que é também presidente da Comissão Nacional da UNESCO, destacou o papel do Estado, da população, das organizações, na valorização e preservação deste sítio histórico.

“A nossa missão como Estado tem sido proteger e valorizar o legado histórico e patrimonial da Cidade Velha para memorar a ancestralidade mestiça e perpetuar um lugar-comum, onde a história universal se conflui e a comunidade se reconhece”, afirmou.

Para o governante, hoje em dia, com tudo o que se sabe sobre o descobrimento das ilhas, a povoação e o seu desenvolvimento, fica o desafio da sua preservação, não só pelo Estado, mas por todos os cabo-verdianos.

O governante considerou ser uma missão de todos a conservação da memória histórica e patrimonial, os edifícios e tudo o que os antepassados viveram e conseguirem guardar.

Volvidos 10 anos de elevação de Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade, advogou que a valorização deste sítio é, portanto, a todos os níveis, um desígnio nacional e um compromisso incontornável para com as futuras gerações.

“É com este entendimento e sentido de compromisso que o Governo da IX legislatura concedeu um lugar de destaque no programa de governação à valorização do nossos patrimónios e em particular à elevação da Cidade Velha enquanto Património Mundial”, recordou.

Um dos compromissos assumidos, apontou, foi a elaboração do Plano de Gestão de Cidade Velha, 2019-2022, que será apresentado nesta quarta-feira, 26.

Este plano, segundo o ministro, traduz um olhar de futuro sobre a Cidade Velha, seus recursos e sua população, assentes na promoção do equilíbrio entre protecção e conservação dos valores históricos com as aspirações e necessidades do desenvolvimento local sustentável.

Abraão Vicente apontou alguns investimentos que estão em cursos, em parceria com a autarquia, no sentido de preservar este sítio, nomeadamente a reabilitação e requalificação urbana, reabilitação das habitações, a criação do plano de salvaguarda contendo os planos urbanísticos, planos de gestão dos monumentos e do circuito turístico-cultural da Cidade Velha e uma gestão equilibrada e tripartida dos recursos patrimoniais.

Para a mesma fonte, a sustentabilidade do título “Património Mundial” passará ainda por um “investimento científico”, primando pela “renovação historiográfica”, o que, a seu ver, implica “revisitar novas fontes históricas, caso da arqueologia, para o efeito em parceria com instituições academias e de investigação, nacionais e estrangeiras”.

“Estamos a implementar o projecto carta arqueológica da Cidade Velha. Este será um dos grandes instrumentos de gestão do território, com potencialidades patrimoniais, mas por outro lado, uma fonte para alavancar as novas áreas de investigação, seja a nível histórico, urbanístico e paisagístico do sítio”, lê-se na missiva enviada à Inforpress.

O ministro reconheceu que o vasto património arqueológico seiscentista da Cidade Velha reclama por “atenção especial”, numa perspectiva científica e turística, funcionando como um atractivo singular e diferenciador.

Ainda, advogou que a gestão deste património mundial, sobretudo uma área urbana, requer uma “visão alargada” desse conceito, numa perspectiva intersectorial, com responsabilidades compartilhadas a vários níveis, incluídos os poderes públicos (local e central), a sociedade civil organizada, as entidades não estatais e a comunidade local.

AM/JMV
Inforpress/Fim