Workshop “Uncleciclopedia – Hip Hop por detrás das câmaras” quer promover união entre movimento feito em Cabo Verde e Portugal

Cidade da Praia, 29 Nov (Inforpress) – A organização do workshop “Uncleciclopedia- Hip Hop por detrás das câmaras” manifestou hoje a intenção de promover união entre o movimento hip hop feito em Cabo Verde e na diáspora, mais concretamente em Portugal.

Em declarações à Inforpress, na cidade da Praia, à margem do workshop, a representante da Associação Fidjuz di Cabral, Elizandra Barbosa, disse que o objectivo do evento é partilhar experiências sobre o movimento hip hop em Portugal, numa perspectiva por detrás das câmaras.

O workshop foi ministrado pelo cabo-verdiano documentarista de hip hop em Portugal, Corsino Furtado, conhecido por “Uncle C”, que aproveitou a ocasião para demonstrar o seu trabalho na produção de filmes e documentários em Amadora, Portugal.

Em 2007, Uncle C lançou o documentário “Enciclopédia Hip Hop volume I” e, posteriormente, divulgou “Uncleciclopedia volume II”.

Neste momento, ele está em Cabo Verde para partilhar com os amantes e integrantes do movimento hip hop no país a sua experiência, trazendo a sua visão e, a partir disso, gravar o volume III do seu documentário, recolhendo depoimentos nalguns bairros da capital.

Para a organização do workshop, a arte urbana e cultura hip hop estão em “constante ascensão em Cabo Verde”.

“Acreditamos que na nova década em que vivemos, a cultura urbana, para além da aceitação, tem ajudado muito na promoção dos bairros e a criatividade da juventude”, garantiu, salientando que há um futuro para o movimento no país, mas que para isso, é necessária união.

Por sua vez, o ‘rapper’ membro do grupo República e fundador da marca Hip Hop di Terra, Buddha, considerou que esta iniciativa significa a consagração e um reconhecimento de todo o trabalho que Uncle C tem estado a fazer na promoção de ‘rap’ crioulo feito em Portugal.

Por outro lado, adiantou, é uma forma de os jovens absorverem conhecimentos de uma pessoa com muita experiencia na área.

No seu entender, o ‘rap’ crioulo actualmente tem “muita adesão e consumo”, mas reconheceu que “ainda não há” um mercado para gerar a economia dentro do movimento hip hop.

À margem do workshop foi lançado a marca Black City, que representa o Street Style (estilo de rua) africano, baseado na tendência internacional.

“Começou na Amadora, basicamente é a primeira marca de hip hop naquela cidade de Portugal, e seu objectivo é ser uma referência na expansão da cultura urbana, o hip hop e união entre todos os elementos do movimento, nomeadamente grafite, DJ, MC, B.Boy, entre outros”, explicou Elizandra Barbosa.

O workshop “Uncleciclopedia- Hip Hop por detrás das câmaras” vai ser promovido também no município de Santa Cruz.

WM/CP

Inforpress/Fim

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