VerdeFam recebeu 110 mil contos de parceiros para aplicar na saúde sexual e reprodutiva

Cidade da Praia, 17 Mar (Inforpress) –  A Associação Cabo-verdiana para a Protecção da Família (VerdeFam) recebeu nos últimos cinco anos, por parte dos parceiros de desenvolvimento, cerca de 110 mil contos para aplicar no domínio da saúde sexual e reprodutiva.

A informação foi avançada hoje pelo presidente da VerdeFam, Francisco Tavares, durante uma conferência de imprensa para apresentação das actividades celebrativas dos 25 anos desta associação, assinalada no dia 25 de Março.

“Basta dizer que no último ano nós aplicamos neste domínio cerca de 52 mil contos do nosso orçamento e se analisarmos, nos últimos cinco anos, seguramente, estaremos próximos de 200 mil contos aplicados no domínio da saúde sexual e reprodutiva”, avançou.

Segundo Francisco Tavares, a VerdeFam vem contribuindo para a concretização do Objectivo para o Desenvolvimento Sustentável 3, relacionado com saúde de qualidade, e para que se promova o bem-estar para todas e em todas as idades.

Na área de saúde sexual e reprodutiva, disse que esta associação vem dando o seu contributo para que “ninguém fique para trás”, uma vez que, não obstante o progresso registado no País, muitas pessoas ficaram para trás, principalmente os homens que não têm costume de procurar o serviço sexual e reprodutiva.

Referindo-se a dados, informou que em 2018 a associação atendeu 13.290 pessoas nos serviços de planeamento familiar, no serviço de consulta atendeu 8.117 pessoas, realizou 10.611 exames e atendeu “milhares de pessoas” nos cinco postos móveis em todo o País.

“Temos orgulho em afirmar que demos o nosso contributo para que hoje as mulheres cabo-verdianas exerçam cada vez melhor o seu direito à saúde sexual reprodutiva, ou seja, o direito de decidir, com mais autonomia, quantos filhos ter, quando tê-los e com quem tê-los e com que espaçamento”, regozijou-se.

Nestes últimos anos, sublinhou, Cabo Verde teve “progressos importantes” no domínio da saúde da mulher, uma vez que o índice da fecundidade passou de sete filhos por mulher na década de 80 para dois/três filhos em 2018.

Ainda houve redução do seroprevalência de 0,8 por cento (%) em 2005 a cerca de 0,6% em 2015, acrescentou.

Este percurso, que considerou ser de sucesso, que pretende continuar a fazer para que “ninguém fique para trás” e, sobretudo, para convencer os homens à procurarem e a usufruírem o serviço de saúde sexual produtiva.

“Há desafios importantes daqui para frente. Nós temos 144.900 mulheres dos 15 a 49 anos, ou seja, mulheres em idade reprodutiva, e temos cerca de 159 mil homens nessa faixa etária que é a população que tem que ser atendida”, apontou.

Para comemorar os seus 25 anos, a associação realiza um leque de actividades que culminará com uma conferência sobre “Os homens e a saúde sexual reprodutiva”, a ser realizada na Cidade da Praia no dia 25 do corrente mês.

Consta ainda da programação, feiras de saúde com pescadores, conversas abertas sobre saúde dos homens e palestras com recomendações sobre o novo coronavírus, entre outras.

A VerdeFam é uma organização sem fins lucrativos e foi criada em 1995.

MF/AM//AA

Inforpress/Fim

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