“Universidades têm papel essencial na difusão da Lei do Álcool para a sociedade compreender seus meandros” – deputada

Cidade da Praia, 16 Jan (Inforpress) – A presidente da 5ª Comissão Especializada de Educação, Cultura, Saúde, Juventude, Desporto e Questões Sociais disse hoje que as universidades têm o papel essencial na socialização da Lei do Álcool para que a sociedade possa conhecer seus meandros.

Celeste Fonseca falava aos jornalistas, na cidade da Praia, à margem de uma visita efectuada ao Instituto Superior Ciências Económicas e Empresariais (ISCEE), no quadro de um conjunto de encontros com as instituições do ensino superior na ilha de Santiago para se inteirar dos meandros da educação superior.

“Nós entendemos que não basta aprovarmos a lei no parlamento, não basta haver uma Lei do Álcool, mas é importante que esta lei seja partilhada e socializada para a sociedade civil conhecer a fundo os meandros e os propósitos da lei”, observou.

Conforme analisou, as instituições ligadas à educação são espaços “privilegiados” para todo o trabalho de partilha e apoio à implementação da Lei do Álcool.

“As instituições do ensino superior estão muito receptivas em relação a esses encontros de trabalho porque têm uma grande responsabilidade social na mudança de mentalidades”, admitiu, enfatizando que é nesses estabelecimentos que se reproduz “todos os modelos sociais”.

Sobre a situação do ensino superior no País, a parlamentar reconheceu que há uma “preocupação comum”, que é a sustentabilidade.

“A verdade é que há uma grande demanda de estudantes, mas também há constrangimentos no que se toca ao pagamento das propinas”, concretizou, indicando dívidas por parte dos alunos.

Segundo ela, o futuro das acções das universidades, nomeadamente a inovação, pesquisa, investigação e internacionalização, está a depender da sustentabilidade económico-financeira.

Sendo assim, avançou que a 5ª Comissão Especializada de Educação, Cultura, Saúde, Juventude, Desporto e Questões Sociais está a recolher “dados importantes” para produzir um relatório para ser apresentado ao presidente da Assembleia da Nacional, Jorge Santos, e ao Governo.

Instada se quando não se tem a sustentabilidade pode dizer-se que o sistema do ensino superior “não está de boa saúde”, Celeste Fonseca respondeu que só uma entidade reguladora, que fiscaliza o funcionamento, pode analisar e tirar as suas conclusões.

WM/AA

Inforpress/Fim

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