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Tribunais de Contas de Cabo Verde e de Angola assinam protocolo de cooperação para  “partilha do conhecimento” (c/áudio)

Cidade da Praia, 05 Jun (Inforpress) – Os presidentes de Tribunais de Contas de Cabo Verde e de Angola assinaram hoje, na Cidade da Praia, um protocolo de cooperação no que é considerado um ponto de partida para a “partilha do conhecimento”.

O presidente do Tribunal de Contas de Cabo Verde, João da Cruz Silva, disse, na ocasião, que o protocolo ora firmado vai contribuir para “melhorar a qualidade” do trabalho, através de implementação de métodos e técnicas de auditorias e intercâmbio de informações e documentações, assim como troca de experiências.

Referindo-se à importância deste protocolo, João da Cruz Silva afirmou que o mesmo permitirá aos dois países “melhorar os instrumentos de controle” e, por conseguinte, tornar os “recursos públicos mais sustentáveis”.

Segundo ele está-se perante um “passo histórico” em ordem à criação de condições para uma “cooperação fértil” entre os Tribunas de Contas dos dois países.

Prometeu não poupar a esforços no sentido da implementação do referido protocolo por parte de Cabo Verde, em que, segundo ele, vai contar com a participação de todos os seus colaboradores.

“Não temos dúvidas de que as medidas que estamos tomando hoje são de grande importância em termos de fortalecimento da administração da justiça financeira”, precisou, acrescentando que os cabo-verdianos e os angolanos são “beneficiários directos” do citado protocolo.

Por sua vez, a presidente do Tribunal de Contas de Angola, Exalgina Gambôa, destacou que o documento assinando simboliza o desejo do estreitamento das relações de “cooperação técnica e científica” entre os dois órgãos superiores de controlo dos respectivos países, aos quais, disse ela, se conferem poderes para a “fiscalização da gestão da coisa pública colocada à disposição dos gestores públicos”.

“Temos a responsabilidade constitucional de garantir que os recursos sejam utilizados para os propósitos e finalidades programados e aprovados pelo poder legislativos”, indicou Exalgina Gambôa, para quem o protocolo assinado constitui um “ponto de partida” para uma “salutar e útil partilha de know-how” entre as duas instituições.

Na sua perspectiva o fortalecimento permanente e institucional assume-se como um “objectivo crucial” na gestão do tribunal que dirige, já que o reforço da capacidade técnica dos quadros se insere num “plano mais vasto da reforma Estado, no âmbito da execução do Plano Nacional de Desenvolvimento 2018/2023”.

“Reiteramos o nosso comprometimento em garantir a implementação deste protocolo, que almejamos que traga benefícios recíprocos para as nossas instituições”, afiançou a presidente do Tribunal de Contas  de Angola, defendendo que o acordo é um “marco histórico” na criação de condições para uma “efectiva troca de experiências” e capacitação dos quadros no domínio da fiscalização das finanças públicas dos dois países.

Entretanto, ainda hoje está prevista a assinatura de um outro protocolo, desta feita entre os Tribunais de Contas de Cabo Verde e da Guiné-Bissau.

LC/AA

Inforpress/Fim