Sol Atlântico coloca em circulação autocarros adaptados para pessoas com mobilidades reduzidas

Cidade da Praia, 25 Jun (Inforpress) – A empresa dos transportes colectivos “Sol Atlântico” vai colocar em circulação nas diversas linhas da Cidade da Praia, já esta quarta-feira, os primeiros autocarros adaptados para pessoas com mobilidades reduzidas, de forma a colmatar a lacuna destas pessoas.

O sócio-gerente, Henrique Duarte, avançou a imprensa que esta é “uma ideia antiga” da empresa que se vê na obrigação de importar autocarros (cinco) adaptados destinados às pessoas com deficiência e que, paulatinamente, esta frota vai ser aumentada, mediante estudos para proporcionar qualidade de vida aos passageiros.

Com 11 metros de comprimento, este auto-bus mistos, adaptados, segundo a gerência, estão equipados com elevadores e espaços para a fixação de uma cadeira de rodas e enquadra-se na política de inovação desta empresa.

Duarte disse que a empresa tem estado a apostar, desde sempre, numa acção social, mediante uma política que permite a determinadas camadas sociais utilizar, de forma gratuita, os seus autocarros, fruto de uma parceria com instituições de cariz social, que, igualmente, inclui passes com descontos que vão de 20 a 30 porcento.

A este propósito, afiançou que a Sol Atlântico tem se mostrado sensível a questões sociais, sobretudo às que mais afligem a sociedade cabo-verdiana.

O responsável da empresa alegou que abraçam, com naturalidade, estas causas, ao mesmo tempo que implementem as medidas de forma a tornar os transportes públicos mais acessíveis à população mais desfavorecida.

Esta inovação nas linhas dos transportes públicos na capital foi enaltecida pelo presidente da Federação das Associações de Pessoas com Deficiência (FECAD), Marciano Monteiro, que “destacou o ineditismo” desta cerimónia, ressalvado que a empresa tem vindo a dar uma grande atenção às pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida.

Considerou que a sociedade cabo-verdiana “está um bocado sensível a esta questão de acessibilidade”, lembrando que o Governo já propiciou ensino gratuito para as pessoas com deficiência pelo que, atestou, torna-se necessária a criação de condições, sobretudo infra-estruturais, para que as pessoas com deficiência possam dar a sua contribuição para o desenvolvimento deste país.

SR/JMV

Inforpress/Fim

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