Saúde: Governo quer uma investigação que vai para lá das questões epidemiológicas – realça ministro

Cidade da Praia, 23 Out (Inforpress) – O ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, disse hoje que o Governo quer uma investigação que vai para lá das questões epidemiológicas e abranja também a investigação clínica e em serviços de saúde.

O governante falava na abertura do I Congresso Nacional de Investigação em Saúde, que decorre na Cidade da Praia sob o lema “Investigação Inovação e Desenvolvimento”, promovido pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INPS), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde.

Arlindo do Rosário realçou que a investigação em saúde é fundamental para fornecer soluções baseadas em evidências que possam contribuir para as melhorias na saúde e no desenvolvimento que são necessários.

Neste sentido, defendeu a necessidade de uma investigação para alargar a base do conhecimento em que assentam as políticas a todos os níveis, que promova o desenvolvimento de métodos de investigação, tecnologias e soluções inovadores em saúde pública, e que faça do estabelecimento de parcerias com centros de investigação e instituições académicas uma prioridade.

“Uma investigação assente num conjunto de prioridades como os problemas de várias vertentes de prevenção, diagnóstico, prognóstico ou tratamento, a provisão e o acesso aos cuidados de saúde, as desigualdades em saúde, bem como as questões de saúde ambiental e a biossegurança”, disse.

“Refirmo-me, pois, a uma investigação que vai para lá da investigação epidemiológica e que abrange a investigação clínica e em serviços de saúde. Que possa envolver os profissionais nas diferentes estruturas de saúde, seja a nível dos hospitais centrais e regionais, seja dos centros de saúde”, acrescentou.

Para tal, salientou que é preciso promover competências específicas nos profissionais de saúde, apoiar as estruturas que a podem realizar e atribuir financiamento, mormente através do orçamento da saúde.

E porque o Governo assume a investigação como um dos instrumentos fundamentais para implementar a visão para um Cabo Verde que se quer desenvolvido, competitivo e que faz a promoção do conhecimento e da inovação ferramentais essenciais, anunciou que só no orçamento de 2020 estão previstos 612 mil contos dedicados a um programa de infraestruturação, recursos humanos, pesquisa e formação em várias áreas, entre as quais a saúde.

A questão do financiamento é de resto um dos assuntos que fazem parte da agenda do I Congresso que visa discutir a realidade investigativa na área da saúde no arquipélago, promover a troca de experiências entre investigadores nacionais e internacionais e incentivar a cultura da investigação, com vista ao reforço dessa pratica na área da saúde em Cabo Verde.

O fortalecimento da divulgação nacional e internacional da produção científica e o reforço de uma rede de colaboração e de cooperação de investigação interdisciplinar e transdisciplinar são outros objectivos desse evento que tem a duração de dois dias.

MJB/FP

Inforpress/fim

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