São Vicente: Trabalhadores do Instituto de Meteorologia e Geofísica entregam pré-aviso de greve

Mindelo, 16 Jan (Inforpress) – O secretário permanente do Sindicato dos Trabalhadores de Administração Pública (Sintap), Luís Fortes, anunciou hoje, no Mindelo, que os trabalhadores do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) entregaram pré-aviso de greve de dois dias.

Segundo o sindicalista, os trabalhadores do INM, representados pelo Sintap, em São Vicente, e pelo Sindicato dos Transportes, Comunicações e Administração Pública  (Sintcap), no Sal, deverão partir para greve nos dias 28 e 29 deste mês, contando com todo o colectivo do instituto a nível nacional.

O pré-aviso de greve, conforme a mesma a fonte, foi entregue à Direcção-geral do Trabalho e à direcção do INMG, hoje.

“Esta decisão foi tomada pelos trabalhadores a nível nacional após uma análise profunda da situação laboral complicada que os trabalhadores vêm enfrentando”, disse, adiantando que o objectivo da greve é de “exigir” por parte do INMG a regularização e a resolução de algumas situações, entre as quais a “reposição imediata” dos subsídios de produtividade.

Isto, porque, segundo a mesma fonte, a empresa, em 2018, reduziu o prémio em 45 por cento (%) e, em 2019, “não atribuiu nenhuma percentagem”.

“É de se recordar que este subsídio é atribuído aos trabalhadores há mais de 20 anos”, sublinhou, adiantando que os funcionários do INMG consideram o subsídio como “direito adquirido” e do qual “não vão abrir mão desta forma”, pelo que prometem ir “até às últimas consequências” para a sua reposição

Outro dos pontos de reclamações é, segundo a mesma fonte, o “descongelamento imediato” das carreiras e salários, com a primeira estagnada “há mais de dez anos” e os salários “há mais de 15 anos”, com a última actualização datada de 2002.

“E defendem que enquanto não for implementado o novo Plano de Cargos, Carreira e Salários o que está em vigor tem que ser respeitado”, lançou Luís Fortes, acrescentando que estes “não entendem o porquê deste congelamento”.

Do caderno reivindicativo consta ainda a questão da “sobrecarga de trabalho” dos trabalhadores em São Vicente, com “condições precárias e sem segurança” e, por isso, exigem a contratação de mais um condutor.

O sindicalista lembrou que os trabalhadores do INMG iniciaram também o ano de 2019 com um pré-aviso de greve, que só foi levantada porque a administração do instituto pôs à mesa uma proposta de PCCS.

“Numa atitude que depois veio revelar-se como uma manobra de dilatação para ganharem tempo, porque até hoje não se conseguiu nada de palpável”, criticou, dizendo que empresa alega falta de verbas, mas nunca apresentou as contas para se comprovar.

Luís Fortes assegurou que ainda estão abertos a negociar, inclusive está marcada a reunião de entendimento pela Direcção-geral do Trabalho para o dia 22, na ilha do Sal.

Mas, ajuntou, caso não houver acordo vão partir para a greve nos dias 28 e 29, que deverá contar com cerca de 120 trabalhadores a nível nacional.

LN/AA

Inforpress/Fim

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