São Vicente: Sindicato rejeita soluções apresentadas pelo INPS em estudo para reforma dos marítimos (c/áudio)

Mindelo, 01 Jul (Inforpress) – O Sindicato da Metalomecânica, Transportes, Turismo e Telecomunicações (Simetec), sediado no Mindelo, considerou hoje que os três cenários apresentados pelo INPS para a reforma dos marítimos são “prejudiciais e injustos” para a classe, daí a sua rejeição.

Em conferência de imprensa para divulgar os resultados do encontro de sexta-feira, 21, com os marítimos que, precisamente, analisou o estudo de viabilidade de um regime especial de pensões para o sector marítimo propostos pelo Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), Tomás de Aquino referiu que o estudo “obviamente” tem “o foco e preocupa-se apenas” com a sustentabilidade financeira do sistema de Segurança Social.

Para o responsável do Simetec, o estudo financeiro foi baseado em três cenários diferenciados, um base e dois alternativos, mas todos são “prejudiciais” para os trabalhadores marítimos, com penalizações previstas por redução da idade de reforma “injustas para a classe” e porque trata as reivindicações dos marítimos, no sentido de se diminuir a idade de reforma, como sendo reforma antecipada, “logo com penalizações”.

Assim, os marítimos “exigem igualdade de tratamento”, ou seja, apontou Tomás de Aquino, que a idade de reforma seja diminuída “sem penalizações”, como acontece com outras classes profissionais, como a polícia e os militares, apontou, e ainda exigem do INPS um “cabal e urgente esclarecimento” sobre a sua carreira contributiva.

Por isso, o sindicato lançou um apelo ao Governo para intervir na matéria, tendo em conta, assinalou, as “gravíssimas consequências” que a mesma vem acarretando àqueles que labutam no sector marítimo.

“O Simetec tudo irá fazer junto do INPS e do Governo para que a justa reivindicação da classe, esquecida e injustiçada pelos sucessivos governos, seja escutada e atendida”, alertou o responsável sindical.

Ademais, a mesma fonte informou que o sindicato vai solicitar uma audiência ao secretário de Estado-Adjunto da Economia Marítima para, não só dar-lhe a conhecer o estudo do INPS e a posição dos marítimos face ao mesmo, como também apresentar “um conjunto de outras preocupações e dificuldades” que a classe enfrenta.

Entre eles, Tomas de Aquino nomeou a ausência de grelha salarial e a precariedade dos contratos.

No encontro com o governante, o Simetec vai ainda solicitar a intervenção do Governo no sentido de esclarecer “de uma vez por todas” o paradeiro dos processos e dos descontos efectuados pelos marítimos no passado, os quais foram transferidos para o então Instituto de Seguros e Previdência Social (ISPS), hoje INPS.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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