São Vicente: Sindicalista reitera criticas à presidente de novo sindicato acusando-a de “comportamento imoral e anti-ético” (c/áudio)

Mindelo, 20 Set (Inforpress) – O presidente do Sindicato de Indústria, Comércio e Serviços (SICS) reiterou hoje, no Mindelo, as críticas feitas anteriormente à presidente do novo Sindicato dos Trabalhadores de São Vicente (STSV), acusando-a de “comportamento imoral e anti-ético”.

Júlio Fortes, que falava hoje em conferência de imprensa, no Mindelo, reafirmou a “flagrante ilegalidade” tanto do sindicato, como da sua presidente, Eurídice Lopes, que foi eleita em Novembro de 2020 como vice-presidente do SICS por um período de dois anos, como já denunciados a 08 de Setembro pela União dos Sindicatos de São Vicente (USV).

Por isso, segundo a mesma fonte, importa esclarecer os associados e a opinião pública que o sindicato que dirige recebeu um pedido de escusa de sócio de Eurídice Lopes datado de 01 de Agosto de 2022, que ela mesma disse ter efeito imediato, mas, que, só deu entrada na secretaria do SICS a 11 de Agosto.

Por outro lado, esclareceu Júlio Fortes, os estatutos do SICS determinam que a comunicação da vontade de se desvincular do sindicato deve ser feita com 30 dias de antecedência.

Daí que, defendeu, a presidente do STSV “mentiu” e “para além da ilegalidade cometida há aqui uma questão de ordem ética”.

“Alguém que tenha sido eleito vice-presidente de um sindicato, por um período de dois anos, não pode, por razões éticas, no decurso e ainda sem terminar o seu mandato, aparecer como presidente de um outro sindicato”, sublinho Fortes, para quem isso é “simplesmente imoral e anti-ético”.

Segundo a mesma fonte, ainda havia planos para que Eurídice Lopes passasse a ocupar o lugar de secretária-permanente do SICS, substituindo José Fortes, que já está na idade de reforma, um cargo que lhe deveria ser atribuído em Novembro deste ano, data da próxima conferência do sindicato.

Entretanto, sustentou, a então vice-presidente poderá ter sido “aliciada” pela secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores Cabo-verdianos – Central Sindical (UNTC-CS), Joaquina Almeida, com quem os sindicatos de São Vicente têm tido problemas.

“Ela tinha pressa para alguma coisa, não sei quais os planos, e apareceu ao lado da Joaquina”, considerou Júlio Fortes.

O sindicalista apontou o dedo também à criação do STSV, uma vez que, advogou, “um sindicato é uma associação de trabalhadores e até agora se desconhece que o sindicato tenha realizado qualquer assembleia para eleger outros membros”.

“E um sindicato só é válido se estiver publicado no Boletim Oficial”, esclareceu Júlio Fortes, adiantando que “dificilmente” um sindicato constituído a 01 de Agosto estaria oficializado a 05 de Setembro.

A Inforpress procurou fazer o contraditório com Eurídice Lopes, mas, esta alegou que devido a outros compromissos não conseguiria falar sobre o assunto no momento e prometeu reagir posteriormente.

LN/ZS

Inforpress/Fim

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