São Vicente: Projecto da Zona Económica Especial para Economia Marítima discutido na próxima sessão da AN – deputado  

Mindelo 01 Fev (Inforpress) – O deputado do Movimento para a Democracia (MpD, poder), eleito por São Vicente, João Gomes, disse que a lei da criação da Zona Económica Especial Marítima de São Vicente será discutido na próxima semana na Assembleia Nacional (AN).

O deputado do MpD garantiu que a lei-quadro que vai criar as zonas especiais em Cabo Verde, assim como a Zona Económica Especial para Economia Marítima (ZEEEM) de São Vicente, deverá ser analisada no parlamento na quinta ou sexta-feira, 1ª sessão deste mês de Fevereiro.

“ A lei vem reforçar tudo aquilo que se está a fazer em São Vicente porque é o grande futuro de São Vicente que começa a ser possível no horizonte”, assegurou João Gomes para quem a ZEEEM “é fundamental para Cabo Verde e essencialmente para as ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau”.

O andamento do projecto depende da aprovação na Assembleia Nacional, conforme adiantou à imprensa o vice-coordenador do projecto, Paulo Lopes da Silva, no dia 20 de Janeiro, durante a apresentação do projecto no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Vicente.

Isto porque, segundo o responsável a ZEEEM, “ainda é um macro planeamento”, pelo que só depois da sua aprovação no parlamento é que se vai começar a trabalhar nos planos em  pormenor e a “estabelecer a estratégia” da sua implementação.

Na altura, a mesma fonte adiantou que projecto será desenvolvido num horizonte de 15 anos, ou seja até 2035.

A primeira fase será implementada entre 2020 a 2025, a segunda etapa entre 2026 a 2030, e a última fase entre 2031 a 2035.

Instado a pronunciar-se se este prazo estabelecido é suficiente para concretizar o projecto, tendo em conta as perspectivas de deslocalização de empresas como os estaleiros da Cabnave e a Electra, entre outras, o deputado do MpD eleito por São Vicente disse que depois de aprovada a lei, na Assembleia Nacional, “as coisas começarão a funcionar paulatinamente”.

“Se tivéssemos começado a trabalhar há 15 anos, hoje estaríamos a colher os furtos, mas nós não vamos esperar daqui a 15 anos para as coisas funcionarem,” explicou o deputado, que citou como exemplo o lançamento do concurso para a construção do Terminal de Cruzeiros que é “um pacote dentro do projecto”.

CD/AA

Inforpress/Fim

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