São Vicente: “Os Sokols pensam que são os únicos donos da isenção e independência” – porta-voz de sindicatos (c/áudio)

Mindelo, 10 Jan (Inforpress) – O porta-voz dos sindicatos que participam na manifestação de 13 de Janeiro, Tomás Aquino, disse hoje, no Mindelo, que os Sokols “pensam que são os únicos donos da isenção e independência”.

O sindicalista reagia assim, em conferência de imprensa, ao presidente do movimento cívico Sokols, Salvador Mascarenhas, que nesta quinta-feira, em entrevista à televisão pública, TCV, disse que não participará na manifestação em São Vicente, devido a “falta de esclarecimento quanto a isenção dos sindicatos”.

Isto porque, segundo a mesma fonte, Sokols é um “movimento completamente independente e não pode manchar a sua imagem por influência de qualquer partido ou de cliques”.

Salvador Mascarenhas considerou ainda ser “muito importante” haver “sindicatos independentes”.

Tomás Aquino explicou que convidaram os Sokols para aderirem à causa por acreditarem que seriam “pessoas de bem” e fizeram algumas reuniões com eles para combinar as acções a serem implementadas.

“Mas, as tantas percebemos que Sokols queria impor a esta organização a sua agenda, mas nós temos a nossa agenda que é a política sindical”, esclareceu o porta-voz da organização da manifestação, adiantando que o movimento cívico trouxe outras filosofias com as quais discordaram.

E agora, disse o sindicalista, estranharam o facto do presidente dos Sokols aparecer na comunicação social acusando os sindicatos de não independência e isenção ou de estarem colados a outros movimentos.

“Sokols deixa a ideia que ele que é o único dono da isenção e da independência em Cabo Verde e outros não são, porque não aceitam as suas ideias e filosofias”, retorquiu.

Mais grave, conforme a mesma fonte, foi o Salvador Mascarenhas dizer que trabalhadores precisam de sindicatos independentes, quando os sindicatos em Cabo Verde “já não precisam provar nada à sociedade, nem a isenção e independência”, uma vez que fizeram manifestações e greves nos vários governos.

“A não ser que outras forças queiram assumir o papel dos sindicatos, aqueles que acham que são mais e donos da isenção e independência”, lançou.

Quanto à manifestação em si, assegurou que os sindicatos em São Vicente estarão nas ruas para reivindicar diversas promessas não cumpridas pelo Governo em relação aos trabalhadores e acredita que terão uma “boa adesão” da classe operária, que está “engajada”.

Tomás Aquino respondeu ainda ao primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, que assegurou não haver razões para tal iniciativa, salientando que as razões são “mais do que suficientes”.

Os sindicatos, ajuntou, estranharam, por outro lado, a manifestação marcada pela União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS) neste sábado quando a presidente, Joaquina Almeida, já tinha dito que participaria da manifestação a 13 de Janeiro.

No Mindelo, a manifestação de segunda-feira terá concentração na Praça D. Luís e saída pelas 10:00 e com trajecto Praça Estrela, Rua do Coco, Palácio do Povo, Rua Machado e por fim paragem na Rua de Lisboa.

LN/CP

Inforpress/Fim

Scroll to Top