São Vicente: Novo livro “O Último Mugido” de Germano Almeida nas bancas a partir de hoje

Mindelo, 11 Fev (Inforpress) – O novo romance do escritor cabo-verdiano Germano Almeida e que recebe o nome de “O Último Mugido” chega hoje às bancas do País e dá continuidade à obra precursora “O Fiel Defunto”, lançado em 2018.

No romance, Germano Almeida recupera o personagem e “grande escritor” das ilhas Miguel Lopes Macieira, assassinado pelo seu melhor amigo quando ia iniciar a sessão de apresentação do seu novo livro, “O Último Mugido”.

“E é em sua homenagem que recuperamos esse título para encabeçar este novo volume, que prossegue essa extraordinária história criada por Germano Almeida”, lê-se numa nota enviada a imprensa.

Mas, é, segundo a mesma fonte, um “retrato ao mesmo tempo realista e divertido da sociedade do Mindelo, esse microcosmo onde cada um de nós pode também encontrar o seu lugar”, afirma a Editorial Caminho.

Neste novo romance, Mariza, mulher de Lopes Macieira, regressa da América para executar o testamento do escritor, incluindo a sua cremação pública numa praça do Mindelo.

“Mariza ficou parada a apreciar as estrondosas palmas com que as suas palavras foram coroadas. A seguir estendeu o braço para o presidente da Câmara, que a ajudou a descer no estrado. Um dos jovens entregou-lhe uma tocha acesa e ela encaminhou-se devagar para junto do caixão”, lê-se num extrato da obra.

Germano Almeida, distinguido em 2018 com o Prémio Camões, nasceu na ilha da Boa Vista em 1945. Licenciou-se em Direito na Universidade Clássica de Lisboa. Vive em São Vicente onde, desde 1979, exerce a profissão de advogado.

Publica as primeiras estórias na revista Ponto & Vírgula, assinadas com o pseudónimo de Romualdo Cruz, que em 1994 foram transformadas no livro “A Ilha Fantástica” e que recriam os anos de sua infância e o ambiente social e familiar na ilha da Boa Vista.

O seu primeiro romance foi “O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo”, publicado em 1989, que marca a ruptura com os tradicionais temas cabo-verdianos.

O “Meu Poeta”, 1990, “Estórias de Dentro de Casa”, 1996, “A Morte do Meu poeta”, 1998, “As Memórias de Um Espírito”, 2001 e “O Mar na Lajinha”, 2004, formam o que se pode considerar o ciclo mindelense da obra do autor.

A ilha de S. Nicolau é o cenário de fundo de “O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo”, já os títulos “O Dia das Calças Roladas” (1992) e “Os Dois Irmãos” (1995) têm por base histórias acontecidas, no ambiente rural de Santo Antão e Santiago.

A sua bibliografia inclui ainda títulos como “Estórias Contadas”, (1998), “Dona Pura e os Camaradas de Abril” (1999), “Viagem Pela História das Ilhas” (2003) ou “Regresso ao Paraíso” (2015).

O escritor tem obras publicadas no Brasil, França, Espanha, Itália, Alemanha, Suécia, Holanda, Noruega e Dinamarca, Cuba, Estados Unidos, Bulgária, Suíça e Cabo Verde.

LN/CP

Inforpress/Fim

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