São Vicente: Novo comandante das FA promete postura “pró-activa de soluções” exercida com “serenidade imparcialidade e firmeza”

Mindelo, 16 Ago (Inforpress) – O novo comandante da 1ª Região Militar, sediada em São Vicente, prometeu hoje uma acção de comando centrada na “responsabilidade e confiança” e uma postura “pró-activa de soluções”, exercida com “serenidade, imparcialidade e firmeza”.

O major Alberto Teixeira, que discursava no acto da sua tomada de posse como novo comandante 1ª Região Militar, em acto presidido pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, major-general Anildo Morais, deu ainda conta da “grande honra e orgulho” por ter sido escolhido para o cargo.

Anunciando “plena consciência do grande desafio” que terá pela frente, major Teixeira avisou que vai primar por uma liderança próxima dos subordinados, “equilibrada” nos objectivos, mas “exigente e assente” numa visão com propósitos “muito bem definidos”.

Depois de endereçar palavras “de reconhecimento” ao seu antecessor no cargo, tenente-coronel graduado José Rui Neves, e de anunciar que conta com todos, o novo comandante da 1ª Região Militar especificou que dará uma atenção “muito especial” à operacionalidade das tropas e à sua formação.

Neste quesito, prometeu atenção à formação técnico-profissional, no âmbito do Programa Soldado Cidadão, que deseja “mais frutífera”, e o aprofundamento da ligação da instituição castrense à sociedade mindelense.

“O meu compromisso é preparar o futuro, honrando um passado de serviço à Pátria cabo-verdiana”, declarou, prometendo cumprir a missão com “inovação e competência”, sustentada numa cultura “muito própria” e nos “valores militares”.

“Todos nós temos orgulho naquilo que diuturnamente se concretizou, mas todos têm também que assumir frontalmente que muito mais haverá por fazer”, concluiu.

Do novo comandante, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Anildo Morais, no seu discurso, disse esperar “empenho, coragem e competência”, pois que dirigir a 1ª Região Militar, continuou, acarreta “enormes responsabilidades”.

As Forças Armadas (FA), continuou, encontram-se num “momento de viragem”, com “novos desafios por abraçar”, e ainda adequar-se ao momento actual e aumentar os níveis de operacionalidade e preparação, para enfrentar as “ameaças hodiernas” e cumprir as missões, no âmbito da Constituição e demais leis da República.

O major-general Anildo Morais aproveitou para anunciar que “a muito breve trecho” as FA vão conseguir “novas realizações” com respaldo, sustentou, na “melhoria da produtividade, do treinamento, da motivação e da capacidade de resposta” das Forças Armadas.

Por fim, dirigindo-se ao novo comandante, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas pediu que encare o desafio como uma aposta na sua competência e capacidade, pelo que espera que seja capaz de levar o Comando da 1ª Região Militar a um “novo patamar” a nível de gestão e operacionalidade.

Apesar de agradecer o desempenho do comandante cessante, que esteve no cargo nos últimos quatro anos, Anildo Morais não se referiu, no seu discurso, aos apelos lançados por José Rui Neves, na quarta-feira, 14, segundo os quais há um “deficit enorme” de pessoal do quadro permanente na 1ª Região Militar e que Forças Armadas, pela sua “especificidade e capacidade” de resposta, “não podem ficar refém da cabimentação para cumprir uma missão”.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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