São Vicente: Ministro das Comunidades destaca “segurança jurídica, previsibilidade fiscal e boa governação como trunfos” para atrair investimentos

Mindelo,29 Set (Inforpress)- O ministro das Comunidades disse hoje, no Mindelo, que o Governo tem criado um ecossistema para atracção de investimentos externos apontando a segurança jurídica, a previsibilidade fiscal e a boa governação” como trunfos desse ecossistema.

Jorge Santos deu esta garantia ao falar para os investidores e empresários durante a abertura da 9ª edição da feira das actividades ligadas ao mar (Expomar), que arrancou hoje no Mindelo.

Segundo o governante, um dos aspectos mais positivos de Cabo Verde é esse ecossistema de atracção que permite algo fundamental, que é a segurança jurídica dos investimentos e a previsibilidade fiscal do próprio País.

“O nosso país apresenta características muito próprias. Em primeiro lugar, é um País de paz e de tranquilidade e também é um país previsível e seguro, onde se faz boa governança e o segredo da boa governação é a alternância do poder e é isso é que nos dá consistência e estabilidade política e que criamos um ambiente de negócios próprios aos vossos investimentos”, declarou em tom de apelo aos empresários para investirem em Cabo Verde.

Conforme Jorge Santos, até hoje um dos sectores de eleição do País tem sido o turismo, mas a “grande prioridade é diversificar a economia” e o sector do mar afigura-se como “uma das vias de diversificação de investimento em Cabo Verde”.

Lembrando que é necessário fazer a retoma económica pós covid-19 e ciente dos impactos que a guerra na Ucrânia tem causado em Cabo Verde, o ministro das Comunidades defendeu que a Economia Azul terá papel fundamental na recuperação económica.

Pois, salientou, “os alimentos provenientes do mar, o turismo costeiro e marítimo sustentável, a bio economia azul, e outras actividades que constituem a economia azul ajudarão o País a sair da crise mais forte e mais saudável”.

No mesmo tom, o presidente da Câmara de Comércio do Barlavento, Jorge Maurício, instou os empresários a investirem mais na diversificação da economia através de “grandes e diferentes” oportunidades que o mar proporciona.

“Aos empresários e investidores extremos, convidámo-los a investir sem reservas neste país seguro, igualmente atractivo e orientado para boas práticas do mercado”, pediu, afirmando que “o futuro está nos privados e na sua capacidade e coragem para investir em áreas ainda por explorar”.

Neste sentido, Jorge Maurício instou os empresários a procurar os incentivos legais existentes no País e convidou-os a explorar as oportunidades do Centro Internacional de Negócios, as que a Zona Económica Marítima Especial (ZEEM) de São Vicente oferece, as da CV Invest, enquanto balcão único, a contribuição das câmaras de comércio, e facto do País fazer parte da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental CEDEAO, entre outros.

Fazendo uma incursão pela história e relação de Cabo Verde e da ilha de São Vicente com o mar, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, defendeu que “o sector marítimo deve ser encarado como instrumento de desenvolvimento de estratégias e de comunicação para servir o dinamismo colectivo e as expectativas face às políticas públicas, desde os sectores marítimos tradicionais, ao turismo de recreação costeira e marinha, incluindo o turismo costeiro e de cruzeiros, a pesca, o processamento de produtos entre outros”.

Por sua vez, a presidente da Feira Internacional de Cabo Verde, Angélica Fortes, responsável por organizar a Expomar, recordou que a posição estratégica de São Vicente permitiu a ilha ter uma vocação oceânica, pelo que defendeu que a Expomar visa “manter vivo e eterno o casamento de São Vicente com o mar”.

A feira das actividades ligadas ao mar (Expomar) acontece até 01 de Outubro nas instalações da Enapor, no Mindelo, com 46 expositores para 65 stands. O evento regressa após três anos de paragem por causa da pandemia da covid-19.

CD/JMV
Inforpress/Fim

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