São Vicente: Mindelenses regressam à praia da Laginha mas nem todos cumprem distanciamento social

Mindelo, 23 Mai (Inforpress) – Dezenas de pessoas aproveitaram este sábado para “matar as saudades” da praia da Laginha, no Mindelo, após o período de proibição e do estado de emergência, mas nem todas cumpriam o distanciamento social, principalmente no mar.

Num areal bem frequentado, a Inforpress constatou pessoas de todas as idades, que decidiram ir à praia, depois do acesso liberado pelas autoridades, justificando várias razões, a começar pela prática de actividades físicas, mas também para aproveitar o mar, o sol e respirar o ar puro.

César Graça é um deles que disseram ser “muito bom” poder ter a possibilidade de retomar as suas caminhadas na areia, que complementa com umas “braçadas” no mar.

Sónia Santos, por sua vez, assegurou ter ido para aproveitar o sol e o ar fresco, assim como Violante Gomes, uma “frequentadora assídua” de Laginha e que quis ter o privilégio, juntamente com os filhos, de disfrutar de sol e do mar, que “sempre fizeram parte dos sanvicentinos”.

“Mas, estou tão espantada, que ainda nem consegui colocar os pés no mar, ainda não consigo acreditar que é verdade”, lançou Violante Gomes.

José Filipe Gomes, um bravense que está há dois anos a morar em São Vicente, disse estar “muito feliz” por ver esta “referência do Mindelo” a ganhar vida outra vez.

Outra também que quis “matar as saudades” da praia foi Elisa Silva, adiantando ter sentido “muita falta” deste “bem-estar” durante o período de quarentena.

Contudo, a Inforpress, que esteve no local por volta das 12:00, pôde constatar algum descuido quanto ao cumprimento do distanciamento social, principalmente no mar, mais concretamente ao lado do pontão, lugar normalmente reservado para o banho das crianças.

“São Vicente não está com mais nenhum divertimento, então acredito que as pessoas estão com alguma euforia aproveitando essa chance, que já não tinham há dois meses”, sustentou Sónia Santos.

César Santos, mais precavido, defendeu que as pessoas “deveriam acautelar mais um pouco” e não estar muito juntas ao ponto de nem cumprirem o distanciamento de pelo menos um metro, quando o recomendado no regulamento do Instituto Marítimo e Portuário (IMP) é de no mínimo de dois metros.

“Temos que colaborar para continuar neste cenário das ilhas livres da covid, inclusive, acredito que Santiago também, daqui a pouco, vai estar também sem casos”, recomendou João Filipe Gomes

“As pessoas devem pôr em prática as regras de segurança para o nosso bem e para o bem de todos, porque, ainda não tomaram bem a consciência desta pandemia”, reiterou Elisa Silva, para quem os sanvicentinos devem cumprir “para não se correr o risco de perder esse ganho e as autoridades voltarem a fechar a praia”.

“Primeiro dia está assim, imagina depois. É no primeiro dia que as pessoas devem começar a pôr em prática as recomendações para que as autoridades confiem”, lançou.

Outras das restrições que também foi violada e constatada pela Inforpress foi a venda ambulante, porque se viu um vendedor ambulante, que, embora usando máscaras, oferecia pastéis e outros artigos.

“Pecados” que, entretanto, ficaram sem advertência já que a fiscalização pela autoridade marítima e Polícia Nacional não se mostrou presente durante o tempo da reportagem e banhistas que estavam na praia há mais de duas horas também não viram.

A praia da Laginha estava só com o salva-vidas no alto da torre, que até ostentava ainda a bandeira vermelha.

LN/AA

Inforpress/Fim

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