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São Vicente: Comunidade escolar portuguesa dota escola de 2ª Companhia de sala de leitura e expressão artística

Mindelo, 09 Jul (Inforpress) – O agrupamento das Escolas de Pombal, em Portugal, que está em Mindelo para um intercâmbio cultural e humanitário, reabilita sala de leitura e de expressão artística para os alunos do polo escolar de Segunda Companhia.

Esta infra-estrutura, que foi inaugurada na tarde de hoje, representa, segundo a professora do agrupamento português, Isabel Vicente, a “concretização de um sonho” de se realizar uma acção humanitária num dos países de África, com a escolha final a recair sobre Cabo Verde.

Sendo assim, conforme a mesma fonte, aproveitaram da vinda da colega professora, Sofia Santos, que está em São Vicente a dar aulas e da ideia de uma professora local.

“Foi uma conjugação de sonhos com um resultado simplesmente fabuloso e os nossos alunos foram incansáveis”, considerou Isabel Vicente, para quem este trabalho, que permitiu transformar uma antiga sala num espaço de leitura e expressão artística para os alunos da Escola Segunda Companhia, os faz sair de Cabo Verde de “alma cheia”.

O projecto denominado “Nha Cretcheu, Pombal-Mindelo”, que tem por objectivo criar formas e plataformas de intercâmbio cultural e humanitário, nasceu, ajuntou, logo no início de Outubro do ano passado, em que começaram a fazer “várias campanhas”, entre as quais de workshops de costura e de angariação de materiais escolares, com destino a Cabo Verde.

Parte deste produto, mas concretamente 505 quilos de material escolar, segundo a professora, foi enviada em Janeiro através da Marinha Portuguesa e trouxeram agora com vinda, a 29 de Junho, mais 770 quilos, tanto para São Vicente, para Santo Antão.

“Tornou-se num lugar incrível, que hoje parece outro espaço”, disse Isabel Vicente, referindo ao projecto de reabilitação feito em apenas uma semana.

O responsável da Polo Escolar de Segunda Companhia, Eduardo Fernandes, por seu lado, assegurou sentir uma “satisfação imensa” pelo trabalho feito nesta “escola com história, mas muitas vezes rotulada”.

“Para além de estar [o espaço] com cara nova é um espirito novo, é algo que preservado pode contribuir para um homem melhor”, reforçou o responsável, adiantando ser uma “boa surpresa” para os alunos quando regressarem às aulas.

A comitiva portuguesa é composta por 26 pessoas, incluindo alunos, professores e encarregados de educação, que consideraram ser uma “experiência espectacular”, tal como a aluna Eva Jesus, que disse ter deitado por terra o receio tido no início, de vir para Cabo Verde por um “país diferente” e que não sabiam como iam ser aceites.

“Fomos aceites de braços abertos e foi sempre uma química muito grande entre o grupo todo. Adorei o projecto e se pudesse ficar aqui mais uma semaninha ficava e reconstruia mais alguma coisa”, assegurou a jovem estudante, que concretizou um “sonho de fazer voluntariado e trabalho comunitário”.

A Escola 2ª Companhia que situa-se na zona de Chã Cricket e que antigamente funcionou como quartel militar, teve no último ano lectivo, di-lo Eduardo Fernandes, 363 alunos, distribuídos do primeiro ao quinto ano e 18 professores fixos e dois que completam a carga horárias nas disciplinas de inglês e francês.

LN/CP

Inforpress