São Vicente/ caso despedimento imediato: CV Interilhas garante que desembarque de imediato “nada tem a ver” com protestos dos tripulantes

Mindelo, 31 Out (Inforpress) – A Cabo Verde Interilhas (CV Interilhas) assegura que despedimento do imediato do navio Sotavento “nada tem a ver” com protestos dos tripulantes, mas ao resultado da prestação do oficial durante o período experimental do seu contrato de trabalho.

A concessionária do transporte marítimo de passageiros inter-ilhas reage assim às críticas do presidente do Sindicato de Metalomecânica, Transportes, Turismo e Telecomunicações (SIMETEC), Tomás Aquino, que, nesta quarta-feira, em conferência de imprensa, no Mindelo, classificou de “tentativa de intimidação” o despedimento do imediato do navio Sotavento, da CV Interilhas.

“O desembarque do Imediato do navio Sotavento não está, de nenhuma forma, relacionado com os protestos dos tripulantes. A não continuidade do Imediato em funções deve-se ao resultado da sua prestação observada durante o período experimental do seu contrato de trabalho”, afiançou a companhia em comunicado enviado à imprensa.

A empresa assegura que desde o início das suas operações, a 15 de Agosto, têm sido “cumpridos e respeitados os direitos laborais de todos os seus colaboradores e valorizados os activos humanos, traduzidos no aumento salarial na ordem dos 30% face às anteriores práticas”.

Mais ainda, segundo a mesma fonte, os salários dos tripulantes incluem o pagamento de um subsídio de isenção de horário de 35% da retribuição base mensal, permitindo suportar “situações extraordinárias” como a que se verificou.

Isto porque, como se pode ler na nota, em virtude da redução da frota de embarcações de “forma súbita”, por motivos técnicos, foram necessárias adoptar “medidas de emergência” de modo a responder positivamente às solicitações dos seus utentes/clientes.

Nestas circunstâncias, todos os seus colaboradores, tripulantes e pessoal de terra, fizeram, conforme a mesma fonte, “voluntariamente um esforço adicional”. Uma situação “pontual” e que ficou regularizada, com o regresso do navio Liberdadi à operação e com a chegada do navio San Gwann, para reforçar as ligações entre as ilhas.

Relativamente à crítica também feita pelo responsável sindical de sobrecarga de trabalho também na tripulação do navio Interilhas, a empresa responde que esta embarcação, cuja lotação mínima é de 12 tripulantes, conta já há algum tempo com um total de 20 que se revezam alternadamente para garantir as três viagens diárias nas ligações entre as ilhas de São Vicente e Santo Antão.

A CV Interilhas aproveitou para endereçar um convite ao SIMETEC e ao Sindicato de Transportes, Telecomunicações, Hotelaria e Turismo (SITTHUR) para visitarem a empresa e os trabalhadores, e terem o testemunho de quem “diariamente dá o seu contributo para o sucesso do sector marítimo em Cabo Verde”.

LN/JMV

Inforpress/Fim

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