São Vicente: Biosfera 1 pede “medidas urgentes” para acabar com “matança de tartarugas” por cães vadios

Mindelo, 09 Ago (Inforpress) – O presidente da Associação Ambiental Biosfera 1 exortou as autoridades a tomar “medidas urgentes” para acabar com a “matança de tartarugas marinhas” por cães vadios, que já conta três casos em São Vicente.

Neste momento, conforme Tommy Melo adiantou à Inforpress, a associação tem deparado com situação de cães a “atacar vorazmente” tartarugas e ninhos, no Mindelo, com três mortes já registadas.

“São mortes avassaladoras, com os animais a serem muito agredidos pelos cães e acabando por morrer”, explicou o ambientalista, para quem este fenómeno é algo criado por “descontrolo social e de autoridades municipais”, que permitem “grandes quantidades” de cães vadios na ilha e agora a atacar uma espécie protegida por lei.

Os casos, segundo a mesma fonte, foram registados nas praias de João Évora, Lazareto, Calhau, Praia Grande e Baía das Gatas, entre outras, onde as tartarugas e os ninhos estão em perigo, quando já enfrentam outras ameaças surgidas de factores humanos, entre as quais captura, mudanças climáticas e extracção de areia, e agora surge “mais este agravante”.

Por este motivo, a Biosfera 1 enviou uma carta-convite a entidades como a câmara municipal, Ministério do Ambiente e outras entidades da sociedade civil, como a própria Associação Ponta D´Pom, uma das responsáveis pela protecção da desova de tartarugas, no Mindelo, solicitando um encontro e assim juntos traçarem um “plano de emergência” para acabar ou, pelo menos, amenizar estas matanças.

Tommy Melo alerta para a questão dos cães vadios, que, apesar da falta de consciência, podem daqui a pouco tempo começar a atacar crianças, com perigo de serem mortas por uma matilha de cães vadios.

“Espero que este dia não chegue, mas para que não chegue temos que começar a resolver esta situação de forma urgente”, reforçou.

Por outro lado, segundo a mesma fonte, há que tomar precauções, porque alguns destes cães não são propriamente vadios, e sim têm donos, que “precisam ser responsabilizados”, dentro da lei de penalização.

“Um cão atacar uma tartaruga é a mesma coisa que atacar uma criança, qualquer um dos dois é crime e as autoridades vão ter que tomar uma atitude e de urgência”, considerou, acrescentando que já teve resposta de alguns elementos e conta poder realizar este encontro até a próxima semana.

Entretanto, a situação de matança, segundo a mesma fonte, não é exclusiva de São Vicente já que disse ter relatos de casos em outras ilhas.

Na ilha de Santa Luzia, que a associação tem responsabilidade na sua protecção, o cenário é “bem outro”, salientou, com a identificação de tartarugas a decorrer “muito bem”, com a detecção de “mais de 500 ninhos”até agora e dentro da média de um “ano bom”.

LN/AA

Inforpress/Fim

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