São Vicente: Augusto Neves pede a Alcides Graça para fazer o seu balanço à frente do PAICV antes de pensar na câmara (c/áudio)

Mindelo, 10 Jan (Inforpress) – O presidente da câmara de São Vicente pediu hoje a Alcides Graça para se preocupar, primeiro, com o seu balanço “extremamente negativo” à frente do PAICV local, e só depois “pensar na câmara”.

Augusto Neves reagia assim, em conferência de imprensa, a uma outra promovida quinta-feira, 09, por Alcides Graça em que este fez um balanço “francamente negativo” da governação camarária em 2019, que considerou virada para o entretenimento.

“Alcides Graça deveria preocupar-se com a sua imagem e confiança, que é muito negativa no seio do seu partido, pois se tivesse vergonha na cara deveria dar o lugar a outro em vez de estar a perturbar”, concretizou o presidente da câmara de São Vicente.

Na ocasião, Augusto Neves aproveitou, em jeito de resposta, para enumerar um rol de obras “em curso ou em vias de arrancar” em São Vicente, ilha que, segundo a mesma fonte, tem hoje um “movimento forte e nunca visto”, e que o seu “enorme potencial” reside, sim, na dedicação ao trabalho e seriedade que tem para com a ilha.

Entre as obras em curso, nomeou a requalificação da Baía das Gatas, ampliação do Hospital Baptista de Sousa, reconstrução do CNAD, requalificação da ETAR, calcetamentos “em todos os bairros”, asfaltagem do centro da cidade, a iniciar-se na próxima semana, a nova sede dos serviços sociais da câmara, em Fonte Filipe e um conjunto de quatro hotéis em construção na ilha, entre outros.

Sobre as obras de requalificação do Estádio Adérito Sena, esclareceu que a quota da câmara para as mesmas, de 15 por cento (%), encontra-se inscrita no orçamento para 2020, mas que o arranque da empreitada é da responsabilidade da Federação Cabo-verdiana de Futebol.

“São Vicente tem hoje outra cara, que preocupa aqueles que da ilha só desejam correr atrás dos seus interesses pessoais”, lançou Neves, que admitiu que “não é por acaso que a população aumentou na ilha”, ultrapassando hoje “as 95 mil pessoas”.

Reafirmou ainda que as sucessivas equipas camarárias em São Vicente têm travado uma “luta grande” para a redução e eliminação das casas de lata, que vai continuar essa luta, mas com “medidas adequadas para a sua redução e eliminação”, através de programas e planos.

“A perda de ente querido, o luto e a dor de uma família são coisas sérias e duras e não devem ser usadas para se retirar dividendos políticos”, considerou ainda Augusto Neves, numa alusão ao incêndio de Pedra Rolada, da madrugada de 01 de Janeiro.

“Esses grupos de oportunistas que aproveitam esses momentos de dor e sofrimento das famílias para tirarem proveito político deveriam ser banidos da nossa sociedade”, concretizou, ao mesmo tempo que definia a política como “nobre e séria”.

Por isso, uma vez que estão à porta eleições autárquicas, Augusto Neves lançou um desafio a “a todos esses covardes” para discutirem com ele politicamente a situação política de São Vicente, “cara a cara”.

“Estão todos convidados e não têm que se esconder atrás do Facebook ou com comentários nas redes sociais com nomes falsos porque a ilha é pequena”, concretizou.

AA/CP

Inforpress/Fim

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