São Vicente: Articulação com o sector privado apresentado como um dos maiores entraves do programa Jov@Emprego (c/áudio)

Mindelo, 09 Jul (Inforpress) – A articulação com o sector privado mostra-se como um dos maiores entraves que enfrenta o programa do Governo Jova@Emprego, tal como tinham avançado as antenas nacionais do programa, que estão reunidos no Mindelo desde segunda-feira.

Juntamente com a geografia das ilhas, de comunidades dispersas, e a questão comportamental dos jovens, que precisam ser “mais motivados”, a articulação com o sector privado, conforme a directora do serviço de Formação Profissional da Direcção-Geral do Emprego e Estágios Profissionais, Cláudia Varela, mostra-se como um dos “maiores constrangimentos” do programa governamental Jov@Emprego.

“Temos que melhorar este relacionamento com o sector privado, porque é esta articulação que despoleta mais vagas e mais empregos no seio dos jovens e das mulheres, que são o principal público deste programa”, disse a responsável à Inforpress, adiantando que este III Encontro Nacional das antenas tem por objectivo partilhar os principais resultados atingidos até agora, discutir as actividades em curso e as ferramentas que poderão contribuir para “maior eficácia” do projecto.

A mesma visão tida pelo coordenador deste projecto, dirigido pelo Governo, mas executado por duas agências das Nações Unidas, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o PNUD.

Segundo José Manuel Medina, tiveram esta percepção através das antenas situadas nas ilhas de São Vicente, Santo Antão, Santiago, São Nicolau, Fogo e Brava e de um relato de um empresário do Mindelo.

“Neste encontro com o empresário, pudemos ver que o nosso programa está no caminho certo, porque tudo aquilo que ele referiu é o que estamos a fazer, no sentido que as empresas não se interessam somente pelo diploma, mas muito mais pelas competências”, lançou o coordenador, que coloca tónica no “saber-fazer, sacrifício e engajamento”, apresentadas como as “competências importantes” para se conseguir um emprego.

Neste sentido, conforme a mesma fonte, está-se a preparar uma estratégia especifica para cada ilha, nos próximos seis meses, para promover o emprego e formar os jovens e com as antenas a disponibilizar uma “série de serviços de orientação profissional”, através do “atendimento personalizado”.

Explicou, por outro lado, que estas medidas implicam fazer o balanço das competências dos jovens, adequar as suas ambições ao emprego pretendido e fazer o acompanhamento nesta procura.

Conforme avançou, vai-se fazer “formações de curta duração” para permitir ao jovem adquirir um complemento para poder alcançar o seu objectivo.

“Mas, estes tipos de formações são feitos através do diálogo com as empresas, porque temos que conhecer bem as necessidades que as empresas têm para fazer o ajuste entre as necessidades do mercado e o que estamos a oferecer”, asseverou.

Outras das acções, di-lo José Manuel Medina, e “não menos importante” é a promoção do auto-emprego e do empreendedorismo.

Esta medida é concretizável não com a disponibilização de um financiamento, mas “criando as condições para que o jovem conheça todas as formas e mecanismos de financiamento e criar o seu emprego sem grandes investimentos”, asseverou o coordenador do programa, para quem isto é “perfeitamente possível”.

Neste encontro, que termina ainda hoje, no Mindelo, estão representadas todas as antenas do país, assim como os principais parceiros como câmaras municipais e universidades.

O programa Jov@Emprego, que conta com o apoio financeiro do Grão-Ducado de Luxemburgo tem a duração de três anos e termina no final de 2020.

LN/FP

Inforpress/Fim

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