São Vicente: Actriz brasileira diz que estrear peça no Mindelact tem “algo de magia” (c/áudio)

Mindelo, 11 Nov (Inforpress) – A actriz brasileira Gabriela Veiga, que estreia a peça “Estão a arrebentar as águas”, hoje, nesta segunda-feira, no Mindelact, considerou que apresentar a peça pela primeira vez na ilha de São Vicente tem “algo de magia”.

Gabriela Veiga, em entrevista exclusiva à Inforpress, considerou que a peça “Estão a arrebentar as águas” é “muito íntima, quase cem por cento auto-biográfica”, que se situa entre o teatro e a performance e “sem uma linha dramaturga muito clássica”.

“A peça fala de como lidar com os divisores quando a sua vida estava indo para um caminho e vai por outro. Mas, como lidar com beleza dentro da vulnerabilidade?”, questões abordadas no espectáculo, com estreia no Festival Internacional de Teatro do Mindelo, com o texto  escrito pela própria actriz.

“É um espectáculo muito imagético. Um dos objectivos é comunicar com o espectador de uma forma límbica, parte do cérebro que não é cognitivo”, disse, adiantando ter sido a peça baseada em acontecimentos como a morte da avó e também o nascimento do afilhado/sobrinho, no mesmo dia que a avó fazia anos, o que originou o título “Estão arrebentar as águas”.

O espectáculo acontece pelas 19:00, no palco 2 do Mindelact, na Academia Livre das Artes Integradas do Mindelo (ALAIM), em São Vicente, ilha que, segundo a mesma fonte, tem “algo de magia, algo que não é normal, que não é simples”, mesmo já a conhecendo pela segunda vez.

“Estou numa ilha rodeada de mar, com pessoas muito afectuosas. Toda a energia que todos os cabo-verdianos colocam, que a Janaína e o João Branco colocam é muito afectuosa”, considerou Gabriela Veiga, acrescentando ser “muito lindo” a “economia do afecto” que rodeia o festival e os promotores

“Parece um abracinho, estou confortável de estar nesse lugar e estar bem recebida”, lançou, sentindo-se também “segura” por causa da equipa que a rodeia.

Entre estes está o artista visual Edson Pavoni, responsável pela parte estética do espectáculo e para quem a peça “Estão a arrebentar as águas”  é uma “mescla de arte e tecnologia” e que o deixa “muito feliz” de estar no mundo das artes cénicas, mesmo com a sua experiência de trabalhos de construção, por exemplo de olimpíadas até na China.

“O teatro é a formação artística que já experimentei e que é mais mão na massa, todo mundo trabalha muito, coloca muita energia e super se entrega”, sublinhou o artista, considerando ainda “muito gostoso” o clima de Cabo Verde para fazer este trabalho.

“Estou me sentindo muito bem acolhido, estou sentindo muito a morabeza”, asseverou Edson Pavoni.

O espectáculo conta ainda com a direcção de Robson Catalunha, elemento também do grupo “Sátiras”, que tem “muita ligação” com Mindelact e trilha sonora é feita pelo André Abujamra.

A peça carrega ainda um pouco da experiência de Gabriela Veiga como artista de circo, onde trabalhou por cerca de sete anos, agora trazida de uma forma, conforme a mesma, “mais amadurecida”.

LN/AA

Inforpress/Fim

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