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Santo Antão: Situação socioeconómica da ilha de Santo Antão “é preocupante” – CPR-SA do PAICV (c/áudio)

Ribeira Grande, 03 Jul (Inforpress) – A Comissão Política Regional de Santo Antão (CPR-SA) do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) considerou hoje, em conferência de imprensa, na Ribeira Grande, que “a situação socioeconómica da ilha de Santo Antão é preocupante”.

“O poder de compra das populações vem diminuindo, agravada com a subida generalizada dos preços dos produtos”, denunciou o presidente da CPR-SA, Saturnino Baptista, que se referiu, igualmente, a dificuldades enfrentadas pelos agricultores e criadores, pelos chefes de família que “clamam por um dia de trabalho” e pelos jovens que “são obrigados a abandonarem a ilha por falta de alternativas”.

Segundo Saturnino Baptista, “as promessas de campanha continuam esquecidas” e os “anunciados recursos transferidos do Governo para as câmaras municipais não têm surtido os efeitos desejados, nem trazido a felicidade prometida” porque “não se reflectem na criação de postos de trabalho, nem no aumento de rendimento das famílias”.

O líder da CPR-SA disse que começa a faltar produtos no mercado, os pescadores continuam à espera das prometidas soluções e denunciou a falta de reparação e/ou construção dos arrastadouros e outras infraestruturas de apoio a pesca.

Segundo aquele responsável político, os operadores económicos queixam-se do agravamento da carga fiscal “quando a promessa era de baixar os impostos” e denunciou reclamações dos proprietários das carrinhas e ‘hiaces’, o problema de habitação social, a falta de resposta atempada do programa PRRA, bem como as estradas de penetração nos diferentes vales que, conforme disse, “não tem passado da fase de concurso”.

O presidente da CPR-SA do PAICV recomendou o “arranque das obras das estradas de desencravamento das localidades, para garantir alguns postos de trabalho”, o reforço do programa de rendimento de inclusão, e a intensificação das intervenções no âmbito do programa PRRA, para responder às situações das famílias que vivem nas casas com os tetos a cair e que, com o aproximar da época das chuvas, “estão deveras preocupadas com a sua segurança”.

HF/CP

Inforpress/Fim