Santo Antão/Sete Sóis, Sete Luas: Foi um festival com um grande cartaz que deixou público satisfeito – organização (c/áudio) 

Ribeira Grande, 10 Nov (Inforpress) – A organização da edição 2019 do festival Sete Sóis, Sete Luas, em Ribeira Grande, Santo Antão, fez um “balanço bastante positivo” deste evento musical, que teve “um grande cartaz”, integrando quase duas dezenas de bandas e músicos.

O vereador da edilidade ribeira-grandense, Francisco Dias, que coordenou toda a organização da vigésima sétima edição deste festival, disse que as pessoas tiveram a oportunidade de assistir a um evento “de qualidade”, que custou “apenas dois mil contos, apesar da presença de grupos e artistas de dimensão internacional”.

Segundo Francisco Dias, o evento “perdeu” alguns músicos internacionais, mas a organização decidiu compensar essa “perda” com “artistas cabo-verdianos de renome”, radicados no estrangeiro, como Josslyn Medina (Portugal), Dino Oliveira (Holanda), Charbel (Portugal), mas também com interpretes santantonense já com alguma notoriedade, como Rodji e Anísio Rodrigues.

Conforme ainda a organização, o festival teve como propósito “incluir” jovens locais, que cantam os vários géneros da música, tendo destacado ainda a estreia da banda francesa Aywa e dos talentos do violino de São Vicente, além da presença dos grupos Azagua (Santiago) e Ecos da Montanha (Santo Antão), este, que desde 2005 tem estado a participar neste certame.

O público deu também nota positiva ao festival, considerando a edição deste ano como sendo “um dos melhores já realizados” em Ribeira Grande, tendo contribuído, para isso, a “grande qualidade do cartaz”.

Rodji, músico natural da Ribeira Grande, já com dois singles lançados, e com várias participações no festival Sete Sóis, Sete Luas, qualificou este evento como sendo “um dos momentos mais altos” da música de Santo Antão.

Com a sua interpretação de sucesso “Sintonton é Séb”, Rodji, que viaja, segunda-feira para Madagáscar, levando, através da música, a “vivencia” e a morabeza” do povo cabo-verdiano, pôs o público a dançar em pleno “terreiro” da cidade da Ribeira Grande.

Dino Oliveira, radicado na Holanda, presenteou as pessoas com músicas tradicionais constantes dos seus três discos já editados (Ped Semana, Xica e Galinha Txoca) e promete, em 2020, um novo trabalho discográfico.

Anísio Rodrigues, outro destaque do cartaz, encerrou o festival já por voltas das 07:00 deste domingo, com ritmos do Carnaval.

Segundo as autoridades policiais, o festival, que trouxe à Ribeira Grande “milhares” de pessoas, decorreu na tranquilidade, sem quaisquer incidentes que pudessem manchar o certame.

“Nada a assinalar, tudo decorreu na tranquilidade”, avançou à Inforpress o comandante da Esquadra da Polícia Nacional, em Ribeira Grande.

O festival, que tem trazido a Cabo Verde um misto de ritmos e artes do mediterrâneo e do mundo lusófono, é um projecto da rede cultural integrada por 30 cidades, distribuídas por dez países (Cabo Verde, Brasil, França, Itália, Marrocos, Espanha, Eslovénia, Croácia, Roménia e Tunísia).

JM/FP

Inforpress/Fim

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