Santo Antão: Saneamento pode pôr em causa qualidade do turismo, alertam os operadores

Porto Novo, 22 Jan (Inforpress) – O saneamento em Santo Antão, marcado pela situação da lixeira intermunicipal e pela proliferação de pequenas lixeiras um pouco por toda a ilha, pode pôr em risco a qualidade que se pretende para o turismo, nesta região.

A preocupação é dos operadores turísticos santantonenses, que alertam aos municípios para a necessidade de se dar “maior atenção” aos problemas do saneamento em Santo Antão, sobretudo no que toca à recolha e gestão dos resíduos sólidos, que podem pôr em risco a qualidade que se espera para o turismo, na ilha.

Além dos percursos turísticos e dos parques naturais (sobretudo o de Cova/Ribeira da Torre/Paul), que estão a ser invadidos por lixo, a situação da lixeira intermunicipal constitui a maior inquietação dos operadores, segundo os quais este espaço está a dar “má imagem” ao turismo em Santo Antão.

Num encontro promovido no quadro do projecto Raízes (Redes locais para o turismo sustentável e inclusivo em Santo Antão), que serviu para a socialização do plano de acção para o turismo sustentável nesta ilha, os operadores voltaram a chamar a atenção para a proliferação do lixo na ilha.

O técnico do turismo, guia e operador, Odair Gomes, confirma que os caminhos vicinais estão a transformar-se em lixeiras, alertando ainda para a situação do parque Cova/Ribeira da Torre/Paul, que está “muito sujo”.

Aliás, a questão do saneamento em Santo Antão, onde se produz cerca de quatro mil toneladas de lixo por ano, tem sido uma preocupação, recorrentemente, levantada pelos operadores turísticos, que exigem o encerramento da lixeira intermunicipal, nas proximidades da Aguada de janela, no enfiamento da estrada Porto Novo/Janela.

Sobre a lixeira intermunicipal, já considerada pelas autoridades locais “um atentado ambiental”, a Associação dos Municípios de Santo Antão garante estar a discutir com o Governo a forma de “mitigar” os problemas existentes, através de “uma intervenção faseada” que permita a utilização” dessa infra-estrutura “de uma forma mais organizada”.

Um aterro sanitário está, para já, fora dos planos do Governo, dado ao custo elevado do investimento (cerca de 300 mil contos), mas o Executivo já prometeu, numa parceria com as câmaras municipais, instalar, nesta ilha, um aterro melhorado, com vedação, maquinaria, espaços de separação do lixo e com vigilância.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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