Santo Antão: Esses anos de seca têm sido dolorosos para o município do Porto Novo, segundo o autarca (c/áudio)

Porto Novo, 22 Nov (Inforpress) – Porto Novo enfrenta três anos de seca consecutivos, os quais têm sido “dolorosos” para este município santantonense, que, entretanto, tem contado com “o suporte” de algumas instituições, com destaque para a Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV).

As declarações são do presidente da câmara, Aníbal Fonseca, feitas, esta quinta-feira, no acto de entrega, por parte da CVCV, de um camião auto-tanque ao município do Porto Novo, para o reforço de abastecimento às zonas afectadas pela seca, neste concelho.

“Esses anos têm sido dolorosos para nós. Tivemos suporte de outras instituições, mas aqui vale a pena referir, pelo menos, duas que nos auxiliaram, directamente, na questão do abastecimento de água, nesses três anos: Aeroportos e Segurança Aérea (ASA) e Águas da Ponta Preta (APP). E hoje temos a CVCV, que coloca à disposição da câmara do Porto Novo uma viatura auto-tanque para essa mesma finalidade”, sublinhou o autarca portonovense.

Trata-se de uma viatura equipada também para auxiliar a ilha de Santo Antão em casos de incêndios e para ministrar assoes de formação no domínio da protecção civil.

A enfrentar uma situação de seca rigorosa, Porto Novo conta ainda com a CVCV na implementação de um programa de segurança alimentar, que está a ganhar força e que permitirá ao município “criar uma forte resiliência” para fazer face à seca, explicou Aníbal Fonseca.

Trata-se, esclareceu ainda, de um programa “virado, sobretudo, para situações de emergência decorrentes da seca”, que irá dotar Porto Novo de condições de resiliência para suportar “adversidades”, como as que está enfrentar, nesta altura.

As chaves da viatura foram entregues pelo presidente da CVCV, Arlindo de Carvalho, que admitiu que Cabo Verde, mas sobretudo Porto Novo, está a deparar-se com “uma dura seca” que impõe “questões sérias” aos poderes públicos e às organizações sociais, que têm ver com a mobilização de água, com sobrevivência das pessoas e, mormente, com a resiliência das comunidades.

Com “os parcos recursos” de que dispõe, a CVCV, segundo Arlindo de Carvalho, tem auxiliado o país, “quer através da acção social, quer a nível humanitário”.

O presidente da CVCV chefiou uma delegação desta instituição humanitária, que, esta quinta-feira, terminou uma visita de três dias a Santo Antão, marcada ainda pelo empossamento dos conselhos locais, assinatura de protocolos de colaboração institucional com as câmaras municipais e pela apresentação do projecto da nova sede do conselho local do Porto Novo.

JM/JMV

Inforpress/Fim

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