Santo Antão: Empresa anuncia arranque em 2020 de projecto agro-industrial de 2,4 milhões de contos  (c/áudio)

Porto Novo, 28 Nov (Inforpress) – A empresa Aquasun Energia e Água anunciou, hoje, no Porto Novo, o arranque nos primeiros meses de 2020 do projecto agro-industrial na ilha de Santo Antão, num investimento de 22 milhões de euros (2,4 milhões de contos).

O presidente do conselho da administração da Aquasun Energia e Água, António Osório, que esteve hoje no Porto Novo na apresentação do projecto aos agricultores e criadores, informou que “brevemente” chegará a Santo Antão uma equipa de técnicos internacionais para, nesta fase “mais técnica” deste empreendimento, começar os trabalhos de levantamento topográfico dos terrenos.

A partir daí, a empresa, que está há sete anos a preparar o projecto, estará em condições de “fechar o ciclo de montagem dos processos de engenharia e dos contratos de investimentos”, o que deve acontecer entre os meses de Abril e Maio do próximo ano.

António Osório garantiu que estão ultrapassadas “uma série de barreiras e obstáculos” que condicionava a preparação do projecto, tendo, em Setembro, aprovado a convenção de estabelecimento com o Governo, que garante isenções aduaneiras e fiscais à empresa na importação dos equipamentos para implementação das infra-estruturas.

O projecto agro-industrial para Santo Antão consiste na montagem e operacionalização de um parque solar de 7,5 mega watts e de uma dessalinizadora da água do mar, com capacidade para 3.500 metros cúbicos de água/dia, destinada “exclusivamente” para a agricultura, hidroponia, pecuária e transformação agro-industrial.

Este projecto, que será implementado numa “área considerável” na zona Sul da cidade do Porto Novo, vai envolver ainda os agricultores das zonas de Casa de Meio, Ponte Sul/Chã de Mato, Lajedos, Ribeira dos Bodes e Ribeira das Patas, prevendo gerar cerca de uma centena de postos de trabalhos directos.

Este responsável avançou que Aquasun Energia e Água perspectiva, com este projecto, uma produção anual estimada em três mil toneladas de produtos (morango, melancia, batatas, tomate e cenoura), com o propósito de  “combater” a tendência em que os produtos agrícolas consumidos em Cabo Verde “venham todos de importação”.

Com este projecto, vai-se ainda poder cultivar no país “um produto de qualidade reconhecida a nível internacional e certificado com as melhores normas internacionais”, explicou.

Para o presidente desta empresa, trata-se de um projecto que visa “mudar o paradigma na agricultura em Cabo Verde”, com a conversação do sector agrícola, actualmente tradicional e de subsistência, para “uma produção industrial em grande escala, focado no mercado turístico nacional”.

O projecto agro-industrial de Santo Antão insere-se num programa à volta de 90 milhões de euros (dez milhões de contos), que contempla ainda a ilha de Santiago, cujos investimentos estarão a ser implementados “numa segunda fase”.

O presidente da câmara do Porto Novo, Aníbal Fonseca, afiançou que existem “confiança e empenho” por parte dos promotores do projecto e do próprio município na realização dos investimentos de “grande impacto” para a economia santantonense.

“Já temos aprovado a convenção de estabelecimento e estamos agora em condições de avançar com os passos seguintes”, notou o autarca, que informou  que, em Janeiro, estarão no Porto Novo os consultores internacionais para “avançar” com os trabalhos deste “projecto de grande dimensão”.

Em Janeiro são esperados em Santo Antão os técnicos para os levantamentos dos terrenos e, seis meses depois, estarão a iniciar as obras físicas, prevendo-se que, entre finais de 2020 e princípios de 2021, os produtos já estarão a ser colocados no mercado.

Os produtores agrícolas e criadores de gado das áreas abrangidas manifestaram “grande expectativa” no projecto, que, no seu entender” ajudar a resolver a questão do mercado para os produtos agrícolas locais e possibilitará uma maior produção a nível da pecuária.

JM/AA

Inforpress/Fim

 

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