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Santo Antão/Embargo: Há possibilidades de “medidas específicas” para permitir exportação dos produtos agrícolas – autarca

Porto Novo, 09 Jun ((Inforpress) – O Governo e os municípios de Santo Antão continuam a discutir a questão do embargo imposto, há 35 anos, aos produtos agrícolas desta ilha, havendo, nesta altura, possibilidade de se tomar “medidas muito específicas” que permitam a exportação.

Quem o diz é o presidente da câmara do Porto Novo, Aníbal Fonseca, que garante que essa questão está a ser analisada com o Ministério da Agricultora e Ambiente (MAA), acreditando que existe a possibilidade dos produtos oriundos dos vales ainda sem a praga dos mil-pés sejam exportados, sem restrições, para as outras ilhas.

É o caso do Tarrafal de Monte Trigo, o maior produtor do inhame do país, com uma produção à volta de 700 toneladas/ano, cujos produtores têm estado a queixar-se da falta de mercado, já que, mesmo livre das pragas, o produto não poder ser exportado para mercados como Santiago, onde um quilograma deste produto chega a atingir 900 escudos.

Um quilograma do inhame do Tarrafal de Monte Trigo custa nos mercados de Santo Antão e São Vicente entre 100 e 150 escudos, razão pela qual os produtores têm insistindo na necessidade de o Governo levantar o embargo para este produto, muito valorizado em Santiago.

As câmaras municipais de Santo Antão prometem “lutar” juntamente com os agricultores para levar o Governo a levantar essa media de quarenta, que vigora desde 1984 e que está, no entender dos autarcas, a “penalizar” a agricultura nesta ilha.

O delegado do MAA no Porto Novo admitiu, recentemente, que já existe “um compromisso” assumido pelo Governo de levantar, parcialmente, o embargo, “discriminando, pela positiva”, as localidades ainda sem a praga dos mil-pés, como Tarrafal de Monte Trigo, Chã de Norte e Martiene, este considerado o maior produtor de batata comum em Santo Antão, com uma produção de mais de um milhar de toneladas/ano.

Os produtos agrícolas de Santo Antão, conforme os agricultores, são de “grande qualidade” e têm condições para competir em “grandes mercados”, mas, por causa do embargo, só conseguem chegar a São Vicente, mercado, entretanto, já muito disputado pelos produtores de Santiago e São Nicolau.

JM/CP

Inforpress/Fim