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Santiago: UE e FAO enaltecem ganhos e garantem continuidade do projecto REFLOR – CV

Assomada, 12 Out (Inforpress) – A União Europeia e a FAO enaltecem os ganhos já alcançados e garantem continuidade do projecto REFLOR-CV, que já restaurou mais de 100 hectares de floresta degrada nas localidades de Furna, Serra Malagueta e Pedra Comprida.

A intenção foi manifestada hoje em declarações à Inforpress pelo Chefe da Cooperação da União Europeia, José Romano, e pela representante da FAO em Cabo Verde, Ana Touza, após uma visita às intervenções do projecto REFLOR-CV em Fundura e Serra Malagueta (Santa Catarina) e Pedra Comprida (Tarrafal), que contou com a presença do ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva.

O projeto “Reforço da capacidade de adaptação e resiliência no sector florestal em Cabo Verde”, designado por REFLOR-CV é do Ministério da Agricultura e Ambiente, financiado pela União Europeia e em execução pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

O principal objectivo é o de aumentar a resiliência e a capacidade de adaptação para enfrentar os riscos adicionais colocados pelas mudanças climáticas na desertificação e degradação da terra em Cabo Verde.

Segundo o chefe da Cooperação da União Europeia, a população de Cabo Verde, neste particular das três localidades hoje visitadas está a fazer um “excelente trabalho” e está a cumprir com a sua responsabilidade no combate às mudanças climáticas.

“Os habitantes de Cabo Verde estão a cumprir com a sua parte do contrato social que temos com o planeta para lutarmos contra as mudanças climáticas”, enalteceu, anunciando que a UE e parceiros já estão a trabalhar num novo pacote para restaurar mais hectares de floresta degrada nessas comunidades.

Tendo em conta que o projecto REFLOR-CV que contempla ainda as ilhas do Fogo e Boa Vista termina em Junho/Julho 2021, este responsável manifestou a intenção da UE em dar continuidade a este projecto após o seu término.

É que, segundo ele, Cabo Verde é um país “fundamental” na África Ocidental para a UE, razão que o leva a afirmar que vão continuar com o referido projecto, não obstante ainda os desafios que conjuntamente vão “afrontar”.

Por seu turno, a representante da FAO em Cabo Verde, Ana Touza, também mostrou-se satisfeita com o que viu no terreno, dando nota positiva a esta primeira etapa que termina em Outubro nas localidade de Fundura, Serra Malagueta e Pedra Comprida no município de Santa Catarina, onde foram reflorestadas 30, 54 e 22 hectares, respectivamente.

Conforme esclareceu, o próximo pacote que está a ser finalizado, é resultado do trabalho “muito bem feito” pelas comunidades, sobretudo das mulheres.

Ana Touza que enalteceu o engajamento de todos os parceiros, disse acreditar que agora os cabo-verdianos já têm a noção da importância das árvores e da reflorestação em curso, através deste projecto.

Durante a visita ao terreno fez-se também a plantação de árvores na “Floresta Pedagógica” no âmbito do mesmo projecto nas escolas de Achada Ponta, no concelho de Santa Catarina (Santiago).

Conforme informações avançadas à Inforpress pelo consultor da FAO para área florestal, Osvaldo Maurício,  a “Floresta Pedagógica” é fundamental, tendo em conta que através dela vai-se mostrar às crianças o valor e o papel das árvores na vida das comunidades e das pessoas e do mundo.

FM/ZS

Inforpress/Fim

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