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Santiago Norte: Pescadores e armadores classificam de “mau” o ano 2018/19 para o sector da pesca artesanal (c/áudio)

Assomada, 13 Set (Inforpress) – A captura de peixes no sector da pesca artesanal em Santiago Norte referente ao ano marítimo 2018/19 foi de 15 por cento (%), resultado que a Cooperativa dos Pescadores, Peixeiras e Armadores de Santiago Norte (Coopesca) classifica de “mau”.

Em declarações hoje à Inforpress, na vila piscatória de Ribeira da Barca, o presidente daquela cooperativa com fins lucrativos, José Rui Oliveira, informou que de Janeiro a Setembro de 2019 a região Norte da ilha de Santiago viveu um “ponto crítico” a nível de captura de pesca artesanal.

É que, conforme revelou, de Janeiro a Setembro de 2019, a captura de “cavala preta” ficou-se pela cifra dos 5 por cento %, atum 2% e dobrada 5%, resultado que, reiterou, “é mau”.

Entretanto, congratulou-se com o facto de a captura de chicharro ter atingido os 20% (de Janeiro a Setembro de 2019), quantidade que no seu entender foi “suficiente”.

De entre outros factores desta fraca captura do pescado registado nos últimos dois anos, o responsável apontou a falta de chuva, a apanha da areia, que a seu ver, tem condicionado a desova dos peixes, chamando a atenção para a necessidade de se introduzir novas tecnologias na pesca.

Como forma de incrementar o sector da pesca, avançou que a Coopesca quer criar um “programa de iniciativa”, em parceria com o Governo central e local, visando garantir uma vida económica melhor nas comunidades piscatórias, sobretudo para a pesca artesanal.

Materiais como factor de produção na região Norte, combustível cativo marítimo na região norte, parceria com a UTAV para uma melhor gestão, sobretudo no que tange à máquina de gelo, arrastadouro de bote na Ribeira da Barca e preservação das praias degradas de forma sustentável para promoção do turismo, são as cinco propostas que essa cooperativa com “fins lucrativos” quer ver inseridas no programa do Governo.

“Acreditamos que estas cinco propostas vão mudar o sector da pesca em Santiago Norte”, vincou, lembrando que de momento os cinco aspectos elencados fazem falta na região Norte.

Relativamente ao combustível marítimo, voltou a apelar a “intervenção urgente” do Governo, no sentido de apetrechar as vilas piscatórias de postos de combustíveis e que se retire a taxa de estradas cobrada na compra dos combustíveis por parte dos pescadores.

FM/JMV

Inforpress/Fim

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