Santiago Norte: Agricultores contentes com a chuva, mas divergem quanto ao arranque da faina agrícola

Assomada, 23 Jun (Inforpress) – A chuva trouxe mais alegria e esperança aos agricultores da região Santiago Norte, mas alguns defendem que a mesma não é da época e que a faina agrícola deveria arrancar a partir dos finais de Julho.

Numa ronda feita hoje pelo interior de Santiago, a Inforpress constatou que em São Salvador do Mundo e Santa Catarina alguns camponeses já estão a jogar as sementes à terra confiantes num bom ano agrícola, tendo em conta que os campos agrícolas estão “completamente molhados”.

Entretanto, há outros homens do campo, que, não obstante estarem contentes com a chuva caída nos últimos dias, defendem que a mesma não é da época e que “nunca a tinha visto” cair em Junho, daí que por terem poucas sementes vão principiar as sementeiras em finais de Julho ou inícios de Agosto como tem sido a prática.

É que, segundo os entrevistados da Inforpress, não vão deitar as “poucas sementes”, de que dispõe, ao chão, sobretudo nos campos longe de casa por temerem invasão das galinhas do mato e corvos.

Os agricultores santa-catarinenses Alvarino e Natalino, que também vivem da criação de gado foram unânimes em afirmar que dos seus mais de 40 anos de idade, nunca viram chuva cair em Junho, por isso que mesmo com a terra “completamente molhada” vão aguardar pelos meses de Julho ou Agosto para arrancarem com as sementeiras.

Por outro lado, há quem admite que não jogou as sementes à terra (milho, feijão pedra e feijão congo) por falta das mesmas e por estarem a ser vendidas a um preço “muito caro”.

Nos anos anteriores, segundo os agricultores, as sementes estavam a ser vendidas no mercado a um preço “muito caro”: “bongolon” 600 escudos/litro, fava 200 escudos, milho 80 escudos, feijão 120 escudos e mancarra a 100 escudos/litro.

Já as donas de casa e alguns agricultores e criadores de gado com hortas agrícolas perto das residências mostraram-se satisfeitos com a queda da chuva dos últimos dias, tendo em conta que conseguiram armazenar uma “boa quantidade” de água que vai servir para as lides domésticas e para os animais e para a irrigação das pequenas hortas.

FM/CP

Inforpress/Fim

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