Santa Catarina: Município empenhado em solucionar o problema da apanha de areia em Ribeira da Barca

Assomada, 06 Nov (Inforpress) – A Câmara Municipal de Santa Catarina está empenhada na mobilização de recursos junto de vários parceiros para que possa resolver definitivamente a longo prazo o problema da apanha de areia na praia de Charco, em Ribeira da Barca.

A informação foi hoje dada à imprensa, pelo presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, José Alves Fernandes, no final da visita da embaixadora da União Europeia (UE), Sofia de Sousa, que, após um encontro de manhã com a equipa camarária, visitou a praia de Charco para constatar no terreno, a realidade das famílias, sobretudo mulheres que vivem da extracção de inertes.

“Estamos perante um problema complexo e que já arrastou durante vários anos. Temos que ter uma solução estruturante para que a longo prazo possamos reconverter as actividades das famílias que vivem de extracção de inertes para outras actividades geradoras de rendimento”, salientou.

É nesse sentido, que a câmara municipal convidou a embaixadora da União Europeia, Sofia de Sousa, para visitar o concelho, mormente essa localidade, para que ela possa constatar “in loco” qual que é a realidade para que possam mobilizar recursos necessários para montagem de projectos.

Tais projectos, segundo ele, têm que ser “estruturantes” para que essas famílias que vivem da extracção de inertes possam ter uma solução definitiva, e que também contribua para o melhoramento do ambiente e da qualidade de vida das mesmas.

A propósito, avançou que, de momento, têm um projecto-piloto para Ribeira da Barca que vai beneficiar 10 chefes de família na primeira fase, cuja parte de recursos já estão disponíveis.

O projecto, assegurou que vai arrancar “brevemente” com formações para os beneficiários e aquisição de materiais para o arranque do mesmo em forma de cooperativa.

“É urgente que haja soluções para estancarmos a degradação do ambiente, mas também que famílias tenham outras actividades geradoras de rendimento, para que possam gerir as suas vidas, pagar as suas despesas, educar e colocar os seus filhos na escola, e para que possam viver no conforto e para tenham qualidade de vida assim como qualquer cidadão deste país”, exteriorizou.

Por sua vez, a embaixadora Sofia de Sousa, lembrou que a União Europeia tem estado a apoiar desde sempre “todos os esforços” nacionais que têm sido feitos para a melhoria das condições de vida dos cabo-verdianos, para que o país possa alcançar os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

É que, segundo ela, a UE não tem verbas para programas específicos e para situações específicas de uma zona A ou B, mas assegurou que têm apoiado o país e que ainda através de outros programas que estão a implementar com as autoridades nacionais tocam directa ou indirectamente as comunidades em vários pontos e municípios do arquipélago.

Entretanto, considerou de “importante” conhecer a realidade e os desafios, nesse caso a de Ribeira da Barca e de Santa Catarina e ver no terreno o que é que há, para que possam definir e desenhar intervenções futuras.

Na ocasião, fez saber que há um interesse muito grande quer da UE e de Cabo Verde na luta contra as alterações climáticas e de proteger o meio ambiente, daí que reforçou que todas as acções que afectam as praias que preocupam esta organização.

Um grupo de famílias que vivem da apanha de areia mostrou-se satisfeito com a chegada de um projecto que as vão tirar dessa vida que não querem para os seus filhos, mas no entanto, alertaram a edilidade que as 10 chefes de famílias têm que ser as que, de momento, estão a viver dessa prática e não as que há muitos anos não lá vão e que já contam com outras ajudas do Estado.

A este propósito, o autarca santa-catarinense sem avançar se há uma lista dos seleccionados, assegurou que este projecto financiado pela PNUD contempla famílias que vivem, de momento, da extracção de inertes na praia de Charco.

FM/CP

Inforpress/Fim

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