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Sal: Organização diz acreditar que terceira edição do Festival Literatura-Mundo terá tido “muita qualidade” científica

Santa Maria, 01 Jul (Inforpress) – A organização do Festival Literatura-Mundo Sal, que decorreu durante quatro dias na ilha do Sal e concluído hoje, acredita que esta edição terá tido “muita qualidade” científica, não só pelas conferências, mas também pelos debates.

Ao fazer o balanço desta terceira edição do festival, que permitiu mais uma vez reflexões e debates literários, Márcia Souto, da Rosa Porcelana Editora, organizadora e promotora do evento, disse em entrevista à Inforpress que em cada edição a intenção é melhorar, aprender com os erros e desafios, visando um festival das letras “mais completo e interessante”.

“Sempre querer ter uma edição cada vez mais completa, mais interessante e mais ampla do que a anterior. Acreditamos que esta edição tenha tido muita qualidade científica, não só pelas conferências centrais dos especialistas, mas também pelos debates que reverberaram nas mesas”, enfatizou.

Destacando a qualidade literária individual, também nos diálogos, Márcia Souto disse que tal reflectiu “boas análises e comentários”, associado à envolvência da própria assistência, da plateia, que teve, conforme sublinhou, uma “participação maior” do que das vezes anteriores.

“Acho que é um bom sinal”, observou, realçando, o facto de a realização do Festival Literatura-Mundo Sal ter vindo “a dar frutos, a ter resultados”, desde a primeira edição.

“Temos visto três vertentes de resultados. Isto é, um turismo literário, desta vez tivemos mais de dez pessoas que vieram, não só das outras ilhas, mas objectivamente do Brasil, onde veio uma caravana de pessoas, professores, estudantes de diversas universidades e Estados do país”, manifestou, revelando satisfação.

Admitindo que a parte do turismo literário é ainda pequena, a mesma fonte disse, entretanto, que é aos poucos que as coisas vão ganhando dimensão.

Outra vertente relaciona-se com a tradução e divulgação, que, segundo Márcia Souto, nesse capítulo os escritores cabo-verdianos estão indo para outros lugares não só fisicamente, em presença em festivais, mas também traduzidos para outras línguas.

Um outro aspecto que para a organização, conforme referiu, é “muito caro”, é a envolvência das escolas, “a chamada de atenção e o despertar cada vez maior” dos estudantes para a importância da literatura.

“Creio que seja esse tripé que começa a vislumbrar os resultados. Claro que três anos é um período muito restrito, mas acho que já temos alguma coisa”, concluiu.

A terceira edição do Festival Literatura Mundo, envolveu desta vez 40 participantes de diferentes paragens do globo,  diversas nacionalidades, desde portugueses, brasileiros, moçambicanos, angolanos, santomenses, vietnamita, nigerianos, espanhol, alemães, entre os dez escritores cabo-verdianos.

Todos os anos o festival homenageia dois escritores, um nacional e outro estrangeiro.

Esta edição o alemão Goethe e a escritora cabo-verdiana Orlanda Amarilis,  são os reverenciados deste ano.

Promovido pela Câmara Municipal do Sal, com curadoria científica de Inocência Mata e organização da Rosa de Porcelana Editora, o festival propôs reflectir e debater o alargamento dos cânones literários, visibilizar as várias literaturas dos países e inscrever Cabo Verde na rede internacional da Literatura-Mundo.

 

SC/AA

Inforpress/Fim